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domingo, 17 maio 2026

CONSUMIDOR

há 1 semana

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Veterinária influenciadora é presa por vender shampoo de uso animal como produto para pessoas

Investigação aponta que itens eram divulgados nas redes sociais com promessas capilares e teriam fórmulas alteradas, o que representa risco à saúde

Atualizado: há 1 semana

Suelen Morales

Uma médica-veterinária e influenciadora digital, de 29 anos, foi presa na manhã desta segunda-feira (4), em Campo Grande, suspeita de comercializar produtos destinados a animais como se fossem indicados para uso humano.

De acordo com a Polícia Civil, os shampoos vendidos apresentavam potencial risco à saúde dos consumidores. A prisão ocorreu em um pet shop localizado na região sul da Capital, onde a investigada atuava.

Com mais de 500 mil seguidores nas redes sociais, a profissional utilizava vídeos e publicações para promover os produtos, alegando benefícios estéticos, especialmente para recuperação de cabelos danificados por processos químicos.

As investigações indicam que os itens eram originalmente desenvolvidos para cavalos e cães, mas eram anunciados como adequados para pessoas. Além disso, a suspeita teria modificado as fórmulas, acrescentando substâncias de uso veterinário, como suplementos com alta concentração de vitamina A, o que pode aumentar os riscos à saúde humana.

A prática é considerada irregular e proibida pelas normas sanitárias brasileiras, que determinam regras específicas para a fabricação e comercialização de cosméticos e produtos de higiene.

O caso também vinha sendo acompanhado pelo CRMV-MS (Conselho Regional de Medicina Veterinária de Mato Grosso do Sul), após denúncias. Durante a operação, foi lavrado um termo de constatação relacionado à conduta da profissional.

Em nota, o conselho destacou que o uso indevido de produtos veterinários para fins humanos representa desvio de finalidade e quebra de protocolos de segurança exigidos por lei, reforçando a necessidade de atuação responsável por parte dos profissionais da área.

A operação foi realizada por equipes da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo, com apoio do Procon, do CRMV-MS e do Ministério da Agricultura e Pecuária.

As autoridades apuram agora a extensão da comercialização e quantas pessoas podem ter sido afetadas pelos produtos. O caso segue sob investigação.

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