terça, 14 abril 2026

OPERAÇÃO

03/09/2025 13:30

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"Rei da cocaína" é apontado como chefe de quadrilha que atuava em cinco estados

Lindomar Reges Furtado foi preso no Rio de Janeiro; grupo usava boate de luxo e empresas de fachada para lavar dinheiro

Atualizado: 03/09/2025 12:24

Suelen Morales

Preso em fevereiro deste ano no Rio de Janeiro, Lindomar Reges Furtado, conhecido como o “Rei da cocaína”, é acusado de liderar um esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro investigado pela Polícia Federal na Operação Hetera, deflagrada na terça-feira (2).

Segundo as investigações, a organização criminosa movimentava recursos ilícitos em Mato Grosso do Sul, Paraná, São Paulo, Santa Catarina e Distrito Federal. Durante as ações, foram cumpridos mandados em cidades como Ponta Porã, Curitiba, Itajaí, Itapema, Tijucas, São José do Rio Preto e Brasília.

Na ocasião, a PF apreendeu 217 quilos de drogas, R$ 7,2 milhões e US$ 798 mil em espécie, valores encontrados dentro de um caminhão ligado ao grupo. A quadrilha também usava imóveis em nome de laranjas, além de comerciantes, para disfarçar o dinheiro do tráfico.

De acordo com a polícia, Lindomar utilizava o nome falso de Fabiano de França Pezzato e realizava cirurgias plásticas constantes para modificar a aparência. No momento da prisão, foram encontrados com ele R$ 55 mil em dinheiro, joias e documentos falsos.

O brasileiro também tinha ligação com Miguel Ángel Insfrán Galeano, conhecido como “Tio Rico” e preso em 2023, além do uruguaio Sebastián Marset, que continua foragido. O grupo chegou a manter templos religiosos e empresas de fachada na fronteira com o Paraguai como parte do esquema.

A trajetória de fugas de Lindomar inclui o episódio de 2022, quando escapou de uma operação da Senad (Secretaria Nacional Antidrogas) e do Ministério Público do Paraguai, em Hernandarias. Câmeras flagraram o momento em que ele deixou o condomínio de luxo onde morava, a bordo de uma caminhonete Toyota Hilux.

A PF informou ainda que o grupo havia migrado para o interior paulista, onde construía uma boate de luxo em São José do Rio Preto para lavar dinheiro do tráfico. O nome da operação faz referência às “heteras”, cortesãs de alto padrão da Grécia antiga, em alusão ao empreendimento.

A ação contou com 40 policiais federais e apoio do Gaeco do Ministério Público de São Paulo. Os investigados podem responder por tráfico de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

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