O uso de reconhecimento facial nos estádios paulistas resultou na captura de 270 pessoas com mandados de prisão em aberto desde a implantação do programa Muralha Paulista. No último domingo (1º), durante a partida entre Palmeiras e São Paulo, três homens foram detidos após serem identificados pelo sistema na Arena Barueri, na região metropolitana da capital.
A partida marcou o centésimo evento esportivo monitorado pela iniciativa. De acordo com dados oficiais, mais de 2 milhões de torcedores já passaram pela fiscalização tecnológica nas arenas participantes, com média de 2,7 prisões por jogo.
Como funciona o monitoramento
A identificação ocorre por meio do cruzamento automatizado das imagens captadas nas entradas dos estádios com o Banco Nacional de Mandados de Prisão. Quando há correspondência, um alerta é emitido às equipes policiais presentes no local, que realizam a abordagem e confirmam a existência de pendência judicial antes de efetuar a prisão.
O sistema integra uma rede de quase 100 mil câmeras espalhadas pelo estado, incluindo leitores de placas, dispositivos de reconhecimento facial e equipamentos de vídeo em tempo real.
No clássico válido pela semifinal do Campeonato Paulista, vencido pelo Palmeiras por 2 a 1, as detenções ocorreram em momentos distintos da partida.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública, a tecnologia amplia a capacidade de atuação das forças policiais e contribui para reduzir a circulação de pessoas procuradas pela Justiça em grandes eventos.
“O Muralha Paulista usa tecnologia para potencializar a capacidade das forças policiais cumprirem mandados de prisão e tirar criminosos de circulação. Cada alerta confirmado representa uma prisão legalmente fundamentada e mais segurança para a população”, afirmou o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves.









