quarta, 17 dezembro 2025

Operação Fake Bill

há 2 semanas

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Polícias de MS e BA desarticulam esquema de boletos falsos e prendem suspeitos em Salvador

Fraude identificada após vítima em Mato Grosso do Sul registrar prejuízo em janeiro de 2025; operação apreendeu equipamentos eletrônicos e apura lavagem de dinheiro

Atualizado: há 2 semanas

Ricardo Prado

Uma ação conjunta entre a Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras), da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, e o Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), da Polícia Civil da Bahia, resultou no cumprimento de três mandados de prisão temporária e quatro de busca e apreensão na manhã desta terça-feira (2), em Salvador (BA).

Foram detidos A.F.S., de 33 anos, T.N.B., de 28, e L.V.B.A., de 25, que permanecerão à disposição da Justiça enquanto as investigações prosseguem. Os suspeitos são investigados por fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de capitais.

Durante as buscas, os policiais apreenderam aparelhos celulares, notebooks e computadores que, segundo a investigação, podem ter sido utilizados na prática dos crimes. A operação recebeu o nome de Fake Bill.

O caso teve início após uma pessoa em Mato Grosso do Sul relatar ter sido vítima de um golpe envolvendo boleto bancário adulterado, em janeiro de 2025, o que causou prejuízo financeiro elevado. A partir desse registro, o Garras passou a apurar a ocorrência e identificou a existência de uma organização criminosa com base na Bahia, que aplicava golpes semelhantes em diferentes estados do país.

Apesar de atuar em várias regiões, os investigadores apontam que o núcleo principal do grupo estava concentrado em Salvador. Conforme a Polícia Civil de MS, os suspeitos utilizavam dados de terceiros para viabilizar as fraudes e, posteriormente, convertiam os valores obtidos em criptomoedas, numa tentativa de dificultar o rastreamento dos recursos e a identificação do destino do dinheiro.

O que é fraude eletrônica

A fraude eletrônica consiste em práticas ilegais realizadas por meio de ferramentas digitais com o objetivo de obter vantagens financeiras. Entre as modalidades mais comuns estão o envio de links ou boletos falsos, golpes com cartões de crédito, clonagem de dados e outras ações que exploram falhas de segurança e a confiança das vítimas no ambiente virtual.

As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e vítimas do esquema.
 

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