segunda, 15 junho 2026

INVESTIGAÇÃO

há 1 mês

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Pai de Daniel Vorcaro é preso em nova fase da Operação Compliance Zero

Operação da Polícia Federal investiga suposta organização criminosa ligada a intimidação, lavagem de dinheiro e obtenção ilegal de informações sigilosas

Atualizado: há 1 mês

Suelen Morales

O empresário Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (14), durante a 6ª fase da Operação Compliance Zero. A ação também tem como alvos agentes da própria corporação federal.

Segundo a Polícia Federal, a operação busca aprofundar investigações sobre uma suposta organização criminosa envolvida em práticas de intimidação, coerção, obtenção de informações sigilosas e invasões a dispositivos informáticos.

Ao todo, estão sendo cumpridos sete mandados de prisão preventiva e 17 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Além das prisões, a Justiça também determinou afastamento de cargos públicos, além de bloqueio e sequestro de bens dos investigados.

De acordo com a PF, os envolvidos são investigados por crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, invasão de dispositivos informáticos e violação de sigilo funcional.

A Operação Compliance Zero ganhou repercussão nacional após a prisão de Daniel Vorcaro, ocorrida no início de março. Desde então, novas fases da investigação vêm sendo realizadas pelas autoridades.

Na quinta fase da operação, realizada na semana passada, o senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro, apareceu entre os investigados.

Já na quarta fase, em abril, foram presos preventivamente o ex-presidente do banco público do Distrito Federal, Paulo Henrique Costa, e o advogado Daniel Monteiro, apontado como operador jurídico-financeiro do suposto esquema investigado pela Polícia Federal.

Segundo informações da EBC/Agência Brasil, nas primeiras fases da operação a Justiça autorizou o bloqueio de bens que pode chegar a R$ 27,7 bilhões, além do afastamento de investigados de funções públicas.

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