sábado, 07 fevereiro 2026

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há 2 dias

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Mulher usa ligação ao 190 com pedido fictício ao INSS para denunciar agressão em Campo Grande

Vítima simulou solicitação de serviço para acionar a polícia sem levantar suspeitas do companheiro

Atualizado: há 3 dias

Ricardo Prado

Uma mulher acionou a Polícia Militar por meio do telefone 190, na tarde desta terça-feira (3), em Campo Grande, ao simular um pedido de “agendamento de perícia no INSS” para solicitar ajuda de forma discreta. A estratégia foi usada porque o agressor estava próximo durante a ligação.

Pedido de socorro velado

De acordo com informações apuradas, a mulher informou inicialmente que precisava de atendimento do INSS e, em seguida, repassou o endereço da residência. O policial que atendeu a chamada identificou a situação como um pedido de socorro disfarçado e encaminhou uma viatura ao local.

Ao chegarem à casa, os militares encontraram a vítima amparada por vizinhos.

Relato de agressões e ameaça

A mulher contou aos policiais que foi enforcada, agredida e ameaçada de morte com uma arma branca pelo companheiro. Durante a discussão, o homem quebrou o celular da vítima. Ela apresentava ferimentos nos braços.

O suspeito fugiu após o episódio, mas foi localizado pouco tempo depois pela polícia. Ambos foram encaminhados à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), onde foram adotadas as providências legais.

Atuação da polícia e orientação

A Polícia Militar de Mato Grosso do Sul informou que os agentes estão atentos a pedidos de socorro disfarçados, comuns em situações de violência doméstica, quando vítimas utilizam termos como pedidos de “pizza”, “lanche” ou “táxi” para acionar ajuda.

"A PMMS reitera seu compromisso com a proteção à mulher e orienta que denúncias de qualquer tipo de violência podem ser feitas imediatamente pelo telefone 190. Destacamos mais uma vez a importância da denúncia, sendo que nossos policiais estão preparados para atender da melhor forma possível", informou a corporação em nota.

Caso semelhante foi registrado em setembro de 2025, quando uma mulher ligou para a polícia pedindo um “táxi” em uma propriedade rural de Maracaju, como forma de pedir socorro.

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