A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PC RJ) deflagrou nesta quinta-feira (13) uma operação para desmantelar um esquema de fabricação e comercialização ilegal de armas de fogo, munições e acessórios bélicos, com atuação tanto no Rio de Janeiro quanto no Paraná. As diligências envolvem o cumprimento de 17 mandados de busca e apreensão em endereços vinculados ao grupo investigado.
Investigação e estrutura do esquema
O caso está sendo investigado pela Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (DESARME) da PC RJ, com apoio da Polícia Civil do Estado do Paraná (PCPR). Segundo os agentes, o grupo montava oficinas e pontos de depósito onde produziriam armas artesanais, como fuzis e metralhadoras, além da recarga de munições de diferentes calibres.
A apuração avançou após a análise de dados forenses em dispositivos eletrônicos apreendidos em fases anteriores da investigação. Esses arquivos revelaram negociações frequentes entre fabricantes, intermediários e compradores, com utilização de transportadoras privadas para envio clandestino do armamento.
Prisões e apreensões
Em Curitiba (PR), um militar reformado foi preso em flagrante, acusado de ter vendido armas a facções criminosas do Rio de Janeiro. Durante a ação, foram encontradas armas ilegais, grande quantidade de munições e equipamentos usados na fabricação artesanal de artefatos bélicos.
Nos mandados cumpridos, foram localizados depósitos com peças, insumos e ferramentas para a montagem ou customização das armas, além de registros que indicam lucros entre 100% e 150% na venda ilegal dos produtos.
Implicações para segurança pública
Autoridades envolvidas destacam que a operação visa não apenas prender indivíduos, mas interromper a cadeia de abastecimento bélico das organizações criminosas. Um porta-voz da PC RJ afirmou que “cada arma apreendida é um passo a mais para devolver a paz às comunidades”.
Próximos passos da investigação
O trabalho de inteligência continuará com a perícia do material apreendido e os interrogatórios dos investigados. A corporação pretende mapear a rede de produção, transporte e venda das armas ilegais, bem como identificar eventuais quadrilhas que dependiam desse esquema para ampliar sua força bélica.
Veja o vídeo divulgado pela PCRJ:









