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domingo, 17 maio 2026

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há 1 semana

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Esquema com atestados falsos facilitava saída de detentos em SC, aponta investigação

Operação "Efeito Colateral" cumpre mandados em dois estados e mira médico, advogada e apenados ligados ao crime organizado

Atualizado: há 1 semana

Ricardo Prado

Uma investigação conduzida pelo Ministério Público de Santa Catarina revelou a existência de um esquema de falsificação de documentos médicos para beneficiar detentos do Complexo Penitenciário de Itajaí. A apuração resultou na deflagração da operação “Efeito Colateral”, realizada na manhã desta terça-feira (5), com mandados de prisão e busca e apreensão em cidades de Santa Catarina e do Paraná.

Segundo os investigadores, atestados eram emitidos com diagnósticos inexistentes ou exagerados para embasar pedidos judiciais de prisão domiciliar ou liberdade. A ação mobilizou equipes do Gaeco, com apoio das forças de segurança. Durante o cumprimento dos mandados, um policial militar foi baleado após um dos alvos reagir com disparos; ele foi socorrido e encaminhado ao hospital em estado estável.

Atuação conjunta e fraudes documentais

As apurações indicam que um médico atuava em parceria com uma advogada, elaborando documentos falsos que simulavam comorbidades graves. Esses laudos eram anexados a processos judiciais com o objetivo de garantir a saída de presos do sistema carcerário.

De acordo com o Ministério Público, foram encontrados arquivos contendo imagens de atestados, exames e receituários, além de mensagens entre os envolvidos que sugerem combinação prévia para definição dos diagnósticos apresentados à Justiça.

Benefícios a lideranças criminosas

Outro ponto destacado pela investigação é o perfil dos beneficiados pelo esquema. Conforme os promotores, grande parte dos detentos contemplados seriam lideranças de organizações criminosas. Uma vez em prisão domiciliar, muitos rompiam tornozeleiras eletrônicas e passavam à condição de foragidos.

A operação também incluiu alvos já procurados pela Justiça, além de endereços residenciais e comerciais ligados aos suspeitos. Equipamentos eletrônicos, documentos e outros materiais foram apreendidos para aprofundar as investigações.

O caso segue sob sigilo, e novas informações devem ser divulgadas pelas autoridades após coletiva de imprensa prevista para detalhar os próximos passos da apuração.

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