A JBS Couros e o grupo VIVA anunciaram a criação de uma nova empresa voltada ao mercado internacional de couros. Batizada de JBS VIVA, a organização surge da união dos dois grupos e já nasce como uma das maiores operações do setor em escala mundial, com capacidade de processar mais de 20 milhões de couros por ano.
A estrutura inicial contará com 31 unidades industriais distribuídas pelo Brasil, Itália, Argentina, Uruguai, México e Vietnã, além de um quadro superior a 11 mil colaboradores. A nova companhia atuará tanto no beneficiamento das peles quanto na comercialização para mercados de alto padrão, como moda, setor automotivo e mobiliário.
Em comunicado, o CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni, destacou que a parceria representa um novo ciclo de expansão e fortalece a presença internacional da empresa no segmento. Segundo ele, a união reúne mais de sete décadas de experiência e amplia o potencial de inovação e competitividade do negócio.
A JBS Couros, que construiu sua trajetória com foco em diferenciação, inovação e agregação de valor, lançou ao longo dos anos mais de 2 mil SKUs, oferecendo ampla variedade de cores, acabamentos, texturas e desempenhos técnicos voltados às tendências do mercado de moda e design.
Outro destaque do projeto foi a consolidação de práticas voltadas à sustentabilidade, especialmente por meio do conceito KindLeather, que busca reduzir impactos ambientais, otimizar recursos e promover maior valor em toda a cadeia produtiva.
Na nova estrutura societária, a JBS ficará com 50% de participação, enquanto o grupo VIVA — formado pelas acionistas Vanz e Viposa — deterá a outra metade. O conselho de administração será composto de forma paritária. A JBS indicará o presidente do conselho e o diretor financeiro (CFO), enquanto a VIVA será responsável pela indicação do CEO e do COO.
A conclusão do acordo ainda depende do cumprimento de condições usuais em operações desse tipo e da aprovação pelos órgãos reguladores competentes.
Para Guilherme Motta, líder da JBS Couros, o setor permanece estratégico dentro do grupo. Ele ressaltou que o couro, como coproduto natural da cadeia de proteína bovina, ganha novos usos em diversos segmentos, como calçados, bolsas, estofados automotivos e mobiliário, reforçando o equilíbrio entre sustentabilidade e rentabilidade.









