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sábado, 14 março 2026

MEIO AMBIENTE

02/10/2025 10:00

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Queimadas no pantanal disparam 88% em setembro e já atingem 57 mil hectares

Mesmo com aumento recente, área destruída é 96% menor que em 2023; polícia ambiental aplica mais de r$ 29 milhões em multas por incêndios no estado

Atualizado: há 5 meses

Da redação

As queimadas no Pantanal aumentaram significativamente nas últimas duas semanas, com crescimento de 88,9% no período. Segundo o levantamento feito pelo Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de MS), até o dia 30 de setembro de 2025, já foram afetados 57.050 hectares de vegetação no bioma, somando os dados desde janeiro.

Na primeira quinzena de setembro, as queimadas atingiram 30.198 hectares. No entanto, esse número praticamente dobrou até o final do mês. Apesar desse crescimento recente, o total de área queimada ainda representa uma redução de 96,3% se comparado ao mesmo período de 2023.

O Corpo de Bombeiros atua desde o início do ano no combate aos incêndios, com cerca de 1.050 militares envolvidos em ações preventivas e operacionais.

No Cerrado, também houve aumento: a área afetada passou de 39.620 hectares em 15 de setembro para 45.486 hectares no dia 30, um acréscimo de 14,8%. Mesmo assim, esse número representa uma queda de 77,4% em relação ao ano anterior.

O Cemtec alerta que, entre 1º e 6 de outubro, o risco de incêndios é muito alto a extremo em boa parte do Pantanal sul-mato-grossense. No entanto, áreas mais ao sul podem ter risco reduzido momentaneamente, devido à chegada de uma frente fria. A baixa umidade do ar, que varia entre 10% e 30%, aliada ao clima seco, tem favorecido o avanço das queimadas. Chuvas isoladas podem ocorrer nos próximos dias, mas de forma irregular.

Mais de R$ 29 Milhões em Multas Ambientais por Queimadas no MS

Entre os meses de agosto e setembro de 2025, a Polícia Militar Ambiental aplicou mais de R$ 29,2 milhões em multas relacionadas a queimadas e incêndios florestais em oito municípios de Mato Grosso do Sul. A ação faz parte da Operação Focus, desenvolvida com apoio do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de MS).

A operação utiliza dados de satélite para identificar os focos de incêndio, o que tem permitido uma atuação mais rápida das equipes no combate ao fogo e na responsabilização dos infratores.

A cidade de Angélica lidera o ranking de autuações, com R$ 12,1 milhões em multas. Em seguida estão Costa Rica (R$ 7,7 milhões), Nova Alvorada do Sul (R$ 6,1 milhões), e Bataguassu (R$ 2,3 milhões). Também foram registradas penalidades em Paranaíba, Paraíso das Águas, Ribas do Rio Pardo e Dourados, esta última com o menor valor: R$ 3 mil.

Um dos casos mais impactantes foi registrado em Angélica, onde um incêndio em uma fazenda destruiu cerca de 1.463 hectares, sendo 62 hectares de vegetação nativa. O dono do local recebeu uma multa de R$ 4,8 milhões, com base no Decreto Federal nº 6.514/2008, que determina valores diferentes por hectare queimado: R$ 3 mil para áreas agropastoris e R$ 10 mil para vegetação nativa.

Segundo a PMA, a Operação Focus tem fortalecido a cooperação entre diferentes instituições e ampliado a capacidade de resposta diante do período mais crítico de queimadas no estado.

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