O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta vermelho de grande perigo para o Rio Grande do Sul devido ao elevado risco de chuvas intensas, com acumulados que podem superar 100 milímetros em apenas 24 horas, além de rajadas de vento, granizo, alagamentos e novos transbordamentos de rios.
Enquanto isso, o Centro-Oeste segue sob influência de uma massa de ar quente e seco. Em Mato Grosso do Sul, a terça-feira (28) será marcada por temperaturas elevadas, baixa umidade relativa do ar e predomínio de sol em grande parte do Estado.
Mato Grosso do Sul terá calor antes da virada no tempo
A previsão indica máximas entre 33°C e 36°C em diversas regiões de Mato Grosso do Sul. Em Campo Grande, os termômetros devem alcançar cerca de 34°C, enquanto municípios das regiões norte e pantaneira podem registrar temperaturas ainda mais elevadas durante a tarde.
Além do calor, a umidade relativa do ar pode ficar abaixo dos 30%, exigindo atenção com hidratação, exposição ao sol e aumento do risco de queimadas.
Frente fria muda o tempo no Estado
A partir de quarta-feira (29), a aproximação de uma frente fria começa a mudar o cenário em Mato Grosso do Sul. Segundo o Inmet, as áreas de instabilidade avançam pelo sul do Estado, aumentando as condições para pancadas de chuva, raios, ventos fortes e tempestades, especialmente nas regiões de fronteira com o Paraná e o Paraguai.
As cidades com maior possibilidade de temporais incluem:
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Dourados;
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Ponta Porã;
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Amambai;
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Naviraí;
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Mundo Novo;
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Iguatemi.
A previsão também indica que as instabilidades podem avançar gradualmente para outras regiões sul-mato-grossenses ao longo da semana.
Situação crítica no Sul do país
O cenário mais preocupante continua sendo o Rio Grande do Sul, onde o solo permanece encharcado após as chuvas dos últimos dias. A combinação entre uma frente fria, áreas de baixa pressão e um corredor de umidade mantém elevado o risco de novos temporais.
Os acumulados podem ultrapassar 200 milímetros até o início de agosto, com pontos isolados registrando mais de 250 milímetros, aumentando a possibilidade de enchentes, deslizamentos, interrupções no fornecimento de energia e transtornos à população.
Meteorologistas orientam que moradores das áreas sob alerta acompanhem os avisos oficiais e evitem deslocamentos durante tempestades, especialmente em regiões sujeitas a alagamentos e enxurradas.

