O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom contra o Irã ao afirmar que “uma civilização inteira morrerá esta noite”, em publicação feita às vésperas do prazo final imposto por Washington.
A declaração ocorre em meio à pressão para que Teerã reabra o Estreito de Ormuz, uma das rotas mais estratégicas do planeta, responsável pelo escoamento de cerca de 20% do petróleo mundial. O bloqueio da passagem tem provocado impactos no mercado global de energia e ampliado a tensão internacional.
Trump afirmou que não deseja que o cenário se concretize, mas indicou que a possibilidade de ataque é real. Em declarações anteriores, chegou a dizer que os Estados Unidos teriam capacidade de atingir infraestrutura iraniana, como usinas e pontes, em poucas horas.
Irã reage e mobiliza população
Do outro lado, o governo iraniano mantém posição firme e não dá sinais de recuo. Autoridades do país passaram a convocar civis para proteger instalações estratégicas, incluindo usinas de energia, diante da ameaça de bombardeios.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que milhões de cidadãos estariam dispostos a defender o país, reforçando o discurso de resistência.
Negociações travadas
Tentativas de cessar-fogo mediadas internacionalmente não avançaram. Propostas de trégua foram rejeitadas tanto por Washington quanto por Teerã, que insiste em um acordo definitivo para encerrar o conflito.
Com o prazo se aproximando do fim, cresce o temor de uma escalada militar de grandes proporções, colocando o mundo em alerta diante de possíveis consequências econômicas e humanitárias.









