O Tesouro Nacional vetou a contratação de um empréstimo de R$ 20 bilhões solicitado pelos Correios após considerar que a taxa oferecida pelo consórcio de bancos — equivalente a 136% do CDI — era financeiramente insustentável para uma operação desse porte. O órgão avaliou que o custo ultrapassa o teto permitido para operações garantidas pela União, que é de até 120% do CDI.
A linha de crédito vinha sendo negociada como forma de reforçar o caixa da estatal e apoiar ações de reestruturação. No entanto, o Tesouro entendeu que assumir a garantia nessas condições traria risco excessivo e poderia pressionar ainda mais as contas públicas.
Com o veto, os Correios precisarão buscar novas alternativas de financiamento ou renegociar as condições com o setor bancário. A estatal passa por um período prolongado de dificuldades financeiras, marcado pela queda no volume de encomendas, aumento de despesas e desafios operacionais.
O governo lembra que operações desse tipo só são autorizadas quando atendem critérios técnicos rigorosos, o que não ocorreu no caso da proposta rejeitada.









