A Justiça Federal determinou o envio ao Supremo Tribunal Federal (STF) de parte das investigações da Operação Encilhamento, da Polícia Federal, que apura irregularidades em fundos de previdência de servidores públicos em ao menos 25 municípios brasileiros.
O pedido foi feito pelo Ministério Público Federal (MPF), que identificou possíveis conexões entre esse inquérito e o chamado “caso Master”, envolvendo estruturas empresariais ligadas ao banco.
As investigações apontam que recursos de regimes próprios de previdência social (RPPS) foram aplicados em fundos que adquiriam ativos sem lastro — conhecidos como “títulos podres”. Esses papéis, segundo a apuração, eram emitidos por empresas sem capacidade financeira e, em alguns casos, ligadas aos próprios operadores do esquema.
A possível interseção entre os casos levou à remessa do processo ao STF, sob relatoria do ministro André Mendonça.
Reflexo em Campo Grande
Em Campo Grande, o caso ganhou destaque após o IMPCG (Instituto Municipal de Previdência) conseguir recuperar R$ 1,2 milhão investidos no Banco Master, que entrou em liquidação extrajudicial após intervenção do Banco Central.
O valor, que só seria resgatado em 2029, foi garantido por meio de decisão judicial que autorizou a compensação de créditos. A estratégia utilizou valores de empréstimos consignados de servidores municipais que seriam repassados ao banco, mas foram retidos e direcionados a uma conta judicial.
Segundo o instituto, além do valor principal, também foram assegurados os rendimentos da aplicação, protegendo recursos destinados ao pagamento de aposentadorias e pensões.
O episódio reforça o alerta sobre a segurança dos investimentos feitos por fundos previdenciários municipais, que agora estão no centro das investigações federais.









