O jornalista Celso Bejarano Júnior morreu na madrugada desta quarta-feira (4), aos 63 anos, em Campo Grande. Ele estava internado no Hospital Cassems, onde passou por cirurgia cardíaca, mas não resistiu às complicações pós-operatórias.
Diagnosticado recentemente com insuficiência cardíaca, Celso vinha realizando tratamento para se preparar para o procedimento. Após a cirurgia, apresentou complicações pulmonares, precisou ser intubado e foi encaminhado à Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O quadro clínico se agravou e ele faleceu por volta da 1h.
Nascido em 4 de março de 1963, morreu no dia em que completava 63 anos. Ele deixa três filhos.
Com trajetória consolidada no jornalismo investigativo e político, atuou no Correio do Estado em dois períodos (2012–2016 e 2021–2024). Também trabalhou no Diário da Serra, foi correspondente em Brasília (DF) e Cuiabá (MT), além de colaborar com a Folha de S.Paulo e o UOL. Atualmente, era repórter investigativo do Midiamax e integrava a Comissão de Ética do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul.
O editor do Correio do Estado, Neri Kaspary, relembrou a convivência profissional com Celso em dois momentos da carreira.
“Trabalhei com o Celso Bejarano na década de 90, no Diário da Serra. Foi meu primeiro editor. Aprendi muito com ele e desde então admirava sua competência profissional e sua generosidade. Recentemente voltei a trabalhar com ele na redação do Correio do Estado. Seu entusiasmo, integridade e interesse em mudar o mundo, que são fundamentais na nossa profissão, continuavam intactos. Sua morte precoce deixa órfão o jornalismo de Campo Grande, já que ele era referência para diferentes gerações”, afirmou.
O jornalista Edivaldo Bitencourt também lamentou a perda. “O Celso era um cara que amava o jornalismo. Era jornalista 24 horas, sensível, indignado e sonhador. Sempre atento aos fatos. Foi um grande jornalista”, declarou.
Já a jornalista Aline dos Santos destacou a coragem e o perfil investigativo do colega. “O Celso foi um grande jornalista. Gostava de investigar e era destemido. Cobriu de perto temas relacionados à questão indígena, velha ferida em Mato Grosso do Sul, e se debruçou sobre os arquivos da Ditadura trazendo luz para um passado de tortura”, disse.
Informações sobre velório e sepultamento ainda não foram divulgadas pela família.









