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domingo, 17 maio 2026

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Ministros proíbem pagamento de novos penduricalhos

Tribunais estavam criando novos benefícios para contornar decisão da corte

Atualizado: há 1 semana

Alanis Netto

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), reforçou que está proibida a criação de novos benefícios a juízes e membros do Ministério Público. Após a decisão da Corte, no dia 25 de março, de cortar os penduricalhos, diversos tribunais do Brasil teriam passado a criar novos benefícios, que não foram autorizados pela Corte.

Relembre: por unanimidade, os ministros aprovaram que indenizações adicionais, gratificações e auxílios sejam limitados a 35% do valor do salário dos integrantes da Corte, que tem o teto como referência e é equivalente a R$ 46,3 mil.

No despacho proferido hoje, Dino disse que diversas reportagens jornalísticas revelaram a criação de novos benefícios e que o pagamento ilegal pode gerar a responsabilização de quem liberar os recursos.

“Em virtude de inúmeras notícias veiculadas pela mídia, estão absolutamente vedados a criação, a implantação ou o pagamento de quaisquer parcelas de caráter remuneratório ou indenizatório, sob qualquer rubrica, inclusive que tenham sido implantadas após o julgamento, sob pena de responsabilidade penal, civil e administrativa”, afirmou o ministro.

Os ministros Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes também assinaram a decisão de Dino sobre os penduricalhos.  

Dino também determinou que os presidentes de tribunais, o procurador-geral da República, o advogado-geral da União, além de procuradores estaduais e defensores públicos, sejam notificados sobre a proibição de criação de novos benefícios.

Após a decisão do Supremo, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), principais órgãos administrativos do Judiciário e do MP, aprovaram uma resolução na qual também autorizaram o pagamento de penduricalhos que haviam sido proibidos pelo Supremo.

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