A exploração mineral garantiu R$ 49,58 milhões em arrecadação para Mato Grosso do Sul em 2025 por meio da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM), conhecida como royalties da mineração. O valor mantém o estado entre os dez maiores arrecadadores do país nessa atividade.
Os dados constam em relatório divulgado pela Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso do Sul, que aponta a 8ª posição do estado no ranking nacional de arrecadação da CFEM, com participação de 0,63% do total registrado no país.
Apesar do desempenho, houve queda de cerca de 28% em relação ao ano anterior. A redução está associada principalmente à diminuição do preço internacional do minério de ferro, um dos principais produtos explorados no estado e base para o cálculo dos royalties.
Entre os municípios, Corumbá liderou a arrecadação estadual, com cerca de R$ 28,1 milhões, o equivalente a mais da metade do total. Na sequência aparecem Ladário, com R$ 8,1 milhões, e Bela Vista, com pouco mais de R$ 3 milhões.
A mineração em Mato Grosso do Sul está concentrada principalmente na região oeste do estado, onde há importantes depósitos minerais explorados há décadas. Entre os principais produtos estão o ferro, o calcário, o basalto e o manganês.
O levantamento também aponta expansão da atividade mineral. Em 2025, foram registradas operações envolvendo 20 diferentes substâncias minerais, com atuação de 167 empresas no estado.
Os recursos provenientes da CFEM são distribuídos entre União, estados e municípios e devem ser aplicados em áreas como infraestrutura, saúde e educação, especialmente nas regiões impactadas pela atividade mineradora.









