quarta, 17 dezembro 2025

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há 2 semanas

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Leoa envolvida em ataque fatal em zoológico de João Pessoa permanecerá viva, afirma administração

Direção do Parque Arruda Câmara diz que animal não apresenta agressividade fora da situação extrema e segue sob monitoramento

Atualizado: há 2 semanas

Ricardo Prado

A leoa conhecida como Leona, envolvida na morte de um jovem de 19 anos após a invasão de seu recinto no Parque Zoobotânico Arruda Câmara, o Parque da Bica, em João Pessoa (PB), não será sacrificada. Segundo a administração do espaço, a eutanásia nunca esteve em cogitação, já que o animal não demonstra comportamento agressivo em condições normais.

De acordo com nota divulgada pelo parque, a leoa passou por um quadro de estresse intenso durante o episódio ocorrido no domingo (30/11), mas encontra-se em boas condições e segue sob observação constante de equipes técnicas. Veterinários, tratadores e outros profissionais acompanham de perto sua recuperação, com foco em estabilização emocional e retomada segura da rotina.

Espaço segue interditado

Após o ocorrido, o Conselho Regional de Medicina Veterinária da Paraíba (CRMV-PB) informou que irá formar uma comissão para avaliar a situação do zoológico. Enquanto isso, o Parque da Bica permanece fechado ao público e não há, até o momento, data definida para reabertura.

Em comunicado publicado nas redes sociais, a direção do local informou que a suspensão das visitas continuará até a conclusão das apurações e cumprimento de todos os trâmites oficiais, visando garantir a segurança de visitantes, funcionários e dos próprios animais.

Segundo a administração do parque e a Prefeitura de João Pessoa, o jovem entrou voluntariamente no recinto da leoa. Ele teria escalado um muro de aproximadamente seis metros, ultrapassado as grades de proteção e alcançado uma árvore dentro da área restrita, antes de acessar o espaço onde o animal estava. Imagens que circulam nas redes sociais mostram parte da ação, seguida pelo ataque.

Histórico do jovem

A vítima foi identificada como Gerson de Melo Machado, conhecido como “Vaqueirinho”. Conforme relato da conselheira tutelar Veronica Oliveira, que acompanhava seu caso, o jovem apresentava transtornos mentais e não recebeu o acompanhamento adequado ao longo da vida.

Ela afirmou que, embora o Conselho Tutelar tenha solicitado avaliações médicas mais aprofundadas, as autoridades responsáveis teriam interpretado o caso apenas como um problema de comportamento. Segundo a conselheira, Gerson passou por acolhimentos institucionais e tinha histórico familiar de transtornos psiquiátricos.

Em vídeo, Veronica declarou que continuará buscando responsabilização e atenção às falhas no atendimento ao jovem. Para ela, o episódio evidencia a necessidade de maior cuidado e acompanhamento em casos de saúde mental, especialmente entre pessoas em situação de vulnerabilidade.
 

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