quinta, 16 abril 2026

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03/10/2025 07:30

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Indígenas fazem ato no STF e defendem derrubada do marco temporal

Lideranças exigem julgamento da Lei 14.701/2023, que limita posse de terras desde 1988

Atualizado: 03/10/2025 08:22

Aurélio Filho

Um grupo de indígenas dos povos Kaingang, Xokleng, Guarani e Kaiowá realizou nesta quinta-feira (2) um protesto em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) em Brasília, em defesa da derrubada do marco temporal. A mobilização busca pressionar a Corte a julgar os recursos que questionam a constitucionalidade da Lei 14.701/2023, que restringe o direito das comunidades apenas às terras que estavam sob sua posse em 5 de outubro de 1988, ou em disputa judicial na época.

Durante o ato, lideranças reforçaram que a lei compromete direitos garantidos pelo Artigo 231 da Constituição e agrava o clima de violência nas comunidades. “A lei ataca todos os direitos e muda o Artigo 231, que garante os direitos originários aos nossos territórios. É uma afronta que fortalece o marco contrário aos povos indígenas”, afirmou Kretã Kaingang, um dos representantes presentes.

A mobilização ocorre em um momento estratégico, coincidindo com a posse do ministro Edson Fachin na presidência do STF e as comemorações de 37 anos da Constituição. Os indígenas afirmam que é necessário que o tema seja pautado ainda este ano para assegurar paz e segurança jurídica em seus territórios.

O marco temporal já teve decisões divergentes. Em setembro de 2023, o STF considerou a tese inconstitucional, mas o Congresso Nacional derrubou o veto presidencial que buscava invalidá-la, restabelecendo a validade da lei.

O caso também passou por audiência de conciliação no Supremo, mas representantes da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) se retiraram após a rejeição do pedido de suspensão do marco pelo ministro Gilmar Mendes. O julgamento final ainda não tem data definida, mantendo a indefinição sobre a posse das terras indígenas. ( Com inf  do Terra)

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