sábado, 07 fevereiro 2026

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há 1 mês

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EUA apreendem navio-tanque russo Marinera no Atlântico Norte

Embarcação navegava sob bandeira russa, recebeu escolta militar e é suspeita de integrar esquema para burlar sanções ao petróleo venezuelano

Atualizado: há 1 mês

Ricardo Prado

Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira (7) a apreensão do navio-tanque Marinera — anteriormente chamado de Bella 1 — no Atlântico Norte, após uma perseguição iniciada ainda no fim de 2025. A embarcação navegava sob bandeira russa e é suspeita de violar sanções econômicas impostas por Washington.

A operação envolveu o Departamento de Justiça, o Departamento de Segurança Interna e o Departamento de Guerra, com apoio da Guarda Costeira americana. O navio foi interceptado após ser rastreado pelo cutter USCGC Munro, em cumprimento a um mandado expedido por um tribunal federal dos Estados Unidos.

“O Departamento de Justiça e o Departamento de Segurança Interna, em coordenação com o Departamento de Guerra, anunciam hoje a apreensão do navio M/V Bella 1 por violar sanções dos EUA. A embarcação foi apreendida no Atlântico Norte de acordo com um mandado emitido por um tribunal federal dos EUA, após ter sido rastreada pelo USCGC Munro”, informou o Comando Europeu do Exército americano em comunicado.

Perseguição, mudança de nome e escolta militar russa

O Marinera estava sendo monitorado pelas autoridades americanas desde dezembro de 2025. Durante a tentativa de evasão, o navio mudou de nome, passou a adotar a bandeira russa e recebeu escolta militar nos últimos dias, incluindo o acompanhamento de um submarino da Marinha da Rússia, segundo fontes de defesa ouvidas pela imprensa internacional.

A movimentação elevou o nível de tensão no Atlântico Norte e chamou a atenção de governos europeus, uma vez que a embarcação navegou por rotas estratégicas próximas à Islândia e às Ilhas Britânicas antes da interceptação.

Apreensões fazem parte de ofensiva contra a “frota sombra”

Autoridades dos EUA afirmam que o Marinera integra a chamada “frota sombra”, conjunto de navios que, segundo Washington, atuam para driblar sanções internacionais impostas a países como Venezuela, Rússia e Irã, principalmente no comércio de petróleo.

A estratégia inclui mudanças frequentes de nome, bandeira e registro, além do uso de rotas alternativas e operações de transbordo em alto-mar para dificultar a fiscalização.

Outro petroleiro ligado à Venezuela é interceptado no Caribe

Também nesta quarta-feira, os Estados Unidos anunciaram a apreensão de outro petroleiro com vínculos com a Venezuela. O navio, chamado Sophia, foi interceptado no Mar do Caribe e representa a quarta apreensão do tipo registrada nas últimas semanas.

Segundo o governo americano, a embarcação estava envolvida no transporte de petróleo em desacordo com as sanções vigentes e agora está sob custódia das autoridades, enquanto a situação jurídica é analisada.

Repercussão internacional e tensão diplomática

A apreensão do Marinera provocou reação imediata de Moscou. Autoridades russas classificaram a ação como ilegal e afirmaram que os Estados Unidos violaram normas do direito marítimo internacional. Especialistas em geopolítica avaliam que o episódio pode agravar ainda mais a relação entre Washington e o Kremlin, já tensionada por sanções econômicas, conflitos armados e disputas energéticas.

No mercado internacional, analistas acompanham os desdobramentos com atenção, diante do potencial impacto nas rotas de abastecimento e nos preços globais do petróleo.

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