segunda, 15 junho 2026

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Damares Alves usa redes para conscientizar sobre a vacinação da herpes-zóster

Projeto que prevê a vacina contra a doença no calendário nacional de imunização foi aprovado pela CDH do Senado

Atualizado: há 1 mês

Alanis Netto

A Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado Federal aprovou a proposta da senadora Dra. Eudócia (PL-AL) de incluir a vacina contra herpes-zóster no calendário nacional de imunização do Sistema Único de Saúde (SUS)

A proposta (PL 4.426/2025) recebeu voto favorável da relatora, senadora Mara Gabrilli (PSD-SP), na forma de texto alternativo, e segue agora para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS). 

De acordo com o Ministério da Saúde, a doença é causada pelo vírus varicela-zóster — o mesmo que causa a catapora. Após a infecção inicial, ele pode ficar adormecido durante toda a vida e ser reativado em adultos ou em pessoas que têm o sistema imunológico comprometido, como os portadores de doenças crônicas (hipertensão, diabetes), câncer ou transplantados. 

A doença provoca lesões na pele, geralmente precedidas por sintomas como dor nos nervos, ardor e coceira, dor de cabeça, formigamento e febre. Entre as medidas de prevenção estão vacinação, lavar as mãos após tocar nas lesões e isolamento. 

Nas redes sociais, a senadora Damares Alves, do Republicanos, conscientizou sobre a importância da vacinação, e compartilhou seu relato sobre a doença.

"Vocês sabem o que é o “cobreiro”? Nossos avós chamavam assim, mas o nome médico é Herpes-Zóster. E eu falo com propriedade: a dor é terrível! 

Eu senti na pele, e também internamente. Vi pessoas em nossas comunidades ribeirinhas sofrendo sem acesso a nada, tentando aliviar a dor com cinza e limão. Imagine o desespero de um idoso passando por isso.

Não podemos permitir que nossas famílias sofram com algo que pode ser evitado. A vacina é caríssima e muitos não têm como pagar. Proteger a saúde dos nossos idosos é um dever de todos nós que amamos a Família e valorizamos a Vida.

Estamos lutando aqui no Senado para que esse sofrimento acabe e que o acesso seja para todos, não apenas para quem tem dinheiro. É proteção, é cuidado, é amor com quem já cuidou tanto de nós!", escreveu nas redes sociais.

SOBRE O TEXTO

O projeto original previa a disponibilização da vacina no SUS para idosos a partir de 60 anos. Entretanto, o texto alternativo de Mara reduz a idade para 50 anos e inclui as pessoas maiores de 18 anos com imunossupressão ou outra condição clínica que comprometa o sistema imunológico. 

A senadora ressaltou a necessidade das mudanças, destacando que o vírus já pode se manifestar a partir dos 50 anos, além de atingir adultos mais jovens com imunossupressão. Segundo ela, a ampliação do público-alvo fortalece a prevenção, melhora a proteção dos grupos vulneráveis e contribui para a redução de hospitalizações e complicações evitáveis.  

Mara também lembrou que dados da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) apontam altas taxas de eficácia da vacina nos grupos incluídos na proposta. 

"Para esses grupos, a imunização tem potencial de evitar episódios graves e reduzir o tratamento de sequelas dolorosas e persistentes, com benefícios diretos para a qualidade de vida e para a racionalização dos gastos no SUS", explicou a senadora.

Com informações de Agência Senado

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