As autoridades de Cabo Verde impediram a atracação de um navio de cruzeiro na capital, Praia, após a suspeita de um surto de Hantavírus que resultou na morte de três passageiros. A medida foi adotada como precaução enquanto equipes de saúde avaliam a situação a bordo.
A embarcação MV Hondius, que transporta aproximadamente 150 pessoas, permanece em alto-mar sob monitoramento rigoroso. O Ministério da Saúde do país informou que ativou protocolos de emergência após alertas emitidos pela Organização Mundial da Saúde, reforçando a necessidade de contenção até que haja um diagnóstico mais preciso.
Medidas de contenção e preocupação local
A decisão de impedir o desembarque foi tomada para evitar qualquer risco de disseminação. “O navio deve ser mantido longe da cidade até que a situação seja totalmente compreendida”, alertou um morador local. “Cabo Verde é um país pequeno e devemos tomar o máximo de precauções contra qualquer doença desconhecida.”
Apesar das autoridades classificarem o risco à população como “baixo”, o episódio gerou apreensão entre residentes e visitantes, além de acender um alerta para possíveis impactos no turismo, setor fundamental para a economia do arquipélago.
“As autoridades precisam determinar se isso pode se espalhar”, disse um turista português, acrescentando que isolar a situação é fundamental para proteger a imagem do país como destino turístico.
O que se sabe sobre o vírus
O Hantavírus é geralmente transmitido pelo contato com roedores infectados ou seus excrementos. A transmissão entre humanos é considerada rara, mas casos mais graves podem evoluir para complicações respiratórias severas ou até quadros hemorrágicos.
Até o momento, o navio seguirá em quarentena, aguardando definição conjunta com autoridades sanitárias internacionais sobre os próximos passos.











