A Anvisa determinou uma série de medidas preventivas contra alimentos e suplementos comercializados no país após identificar irregularidades sanitárias. As decisões, publicadas no Diário Oficial da União, envolvem desde a suspensão da comercialização até o recolhimento completo de produtos considerados inadequados para consumo.
As ações atingem empresas de diferentes regiões do Brasil e fazem parte do trabalho contínuo de fiscalização da agência, que busca garantir a segurança alimentar e a conformidade com as normas vigentes.
Empresas e produtos na mira
Entre as empresas afetadas está a Perfectbio Comércio de Suplementos Alimentares e Nutraceuticos, de Luziânia (GO), que teve todos os seus alimentos com comercialização e propaganda suspensas. Já a Microdose Life Alimentos Produtos, sediada em Aracoiaba da Serra (SP), foi alvo de uma das medidas mais amplas, com proibição total envolvendo fabricação, distribuição, venda, uso e divulgação de diversos itens.
A lista inclui uma série de suplementos à base de cogumelos, como maitake, reishi, chaga, cordyceps e lion’s mane, em diferentes formas, como pó, cápsulas e extratos líquidos, além de blends voltados a desempenho cognitivo e bem-estar.
Outra medida atingiu a empresa V-se Comércio e Distribuição de Vitaminas e Suplementos, de Jaguariúna (SP), responsável por um suplemento de vitamina B12 em gotas. Nesse caso, além da suspensão completa das atividades relacionadas ao produto, foi determinado o recolhimento de todas as unidades disponíveis no mercado.
A Hile Indústria de Alimentos Ltda, localizada em Xanxerê (SC), também teve todos os seus alimentos e suplementos proibidos, com ordem de retirada dos produtos de circulação.
Motivos e riscos ao consumidor
De acordo com a agência, as medidas foram adotadas após a identificação de irregularidades que podem envolver falhas no processo de fabricação, ausência de registro adequado ou descumprimento de normas sanitárias. Embora os detalhes específicos variem conforme cada empresa, a Anvisa reforça que tais problemas podem representar riscos à saúde dos consumidores.
Casos semelhantes têm sido frequentes nos últimos anos, especialmente no mercado de suplementos, que cresce rapidamente no Brasil e muitas vezes opera à margem de regulamentações rigorosas. A atuação do órgão busca coibir práticas irregulares e evitar que produtos sem comprovação de segurança ou eficácia cheguem ao público.
A recomendação é que consumidores verifiquem a procedência dos itens adquiridos e interrompam o uso caso identifiquem produtos incluídos nas medidas divulgadas pela agência.











