O advogado Daniel Monteiro, vinculado ao Banco Master e preso pela Polícia Federal nesta quinta-feira (16), teria recebido R$ 79 milhões da instituição financeira ao longo dos últimos anos. Os repasses foram feitos entre 2022 e 2025 para dois escritórios de advocacia registrados com a mesma denominação, porém com cadastros distintos.
De acordo com documentos obtidos junto à Receita Federal e encaminhados à CPI do Crime Organizado, o escritório Monteiro, Rusu, Cameirão e Bercht Advogados aparece listado com dois números de CNPJ diferentes em planilhas de pagamentos do banco.
Os valores transferidos cresceram progressivamente no período analisado: R$ 2,5 milhões em 2022, R$ 14,1 milhões em 2023, R$ 23,8 milhões em 2024 e R$ 38,7 milhões em 2025.
Investigação aponta possível esquema financeiro
Segundo a Polícia Federal, as apurações indicam que o advogado atuaria como administrador de diversos fundos utilizados em operações financeiras com o objetivo de dificultar o rastreamento de recursos de origem ilícita relacionados ao banco.
A prisão ocorreu na cidade de São Paulo e integra mais uma etapa da Operação Compliance Zero. Na mesma ação, também foi detido em Brasília o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa.
As investigações ainda apontam uma suposta ligação direta entre Monteiro e o ex-dirigente do banco, além de participação em negociações sob suspeita. Conforme a Polícia Federal, o pagamento de vantagens indevidas teria sido operacionalizado por meio da aquisição de imóveis.











