O levantamento revela que foram comercializadas 464 unidades residenciais entre janeiro e março, um aumento de 3,3% em relação ao mesmo período de 2025. Além do avanço nas vendas, o preço médio do metro quadrado chegou a R$ 10.513, refletindo uma valorização de 10,5% no intervalo de um ano.
Os resultados foram apresentados pelo Sinduscon-MS e demonstram que o setor continua aquecido, mesmo diante de uma conjuntura marcada por taxas de juros elevadas e maior seletividade na concessão de crédito imobiliário. Para representantes da construção civil, os números reforçam a resiliência do mercado local e o interesse contínuo da população pela aquisição da casa própria.
Entre os principais indicadores do levantamento está o crescimento das vendas. Nos três primeiros meses do ano, foram negociadas 464 unidades residenciais, contra 449 no mesmo período do ano anterior. O desempenho é atribuído à demanda consistente por imóveis novos, especialmente aqueles enquadrados em programas habitacionais e empreendimentos voltados para famílias de renda média.
Outro destaque foi a valorização dos imóveis verticais. O preço médio do metro quadrado atingiu R$ 10.513, consolidando um crescimento de 10,5% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Segundo o estudo, fatores como aumento dos custos de construção, demanda aquecida e oferta qualificada contribuíram para a elevação dos preços na Capital.
Apesar do cenário positivo para as vendas, o levantamento aponta uma redução no número de lançamentos imobiliários durante o período. A queda reflete uma postura mais cautelosa das incorporadoras diante do custo elevado do crédito e das incertezas econômicas. Ainda assim, o estoque de imóveis disponíveis permaneceu em níveis considerados saudáveis, permitindo que o mercado mantenha capacidade de atender à demanda sem comprometer o ritmo das comercializações.

