Terça, 7 Julho 2026

Anuncie aqui

Campo Grande

17°

Dólar Americano

Carregando...

-

Terça, 7 Julho 2026

Capital

há 3 meses

A+ A-

Manifestação do MST interdita BR-163 e causa longos congestionamentos em Campo Grande

Rodovia foi bloqueada durante a madrugada, com reflexos no tráfego nos dois sentidos e sem previsão de liberação

Um protesto organizado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra interditou completamente a BR-163, em Campo Grande, na madrugada desta sexta-feira (20). A mobilização ocorre na saída para São Paulo e já provoca extensas filas de veículos em ambos os sentidos da rodovia.

O bloqueio se concentra entre os quilômetros 463 e 466, onde manifestantes utilizaram galhos e outros materiais para impedir a passagem.

Alems

Trânsito afetado e rotas alternativas

De acordo com a concessionária responsável pela via, cerca de 150 pessoas participam da ação, permitindo apenas a passagem de ambulâncias. O congestionamento chega a aproximadamente três quilômetros no sentido sul e um quilômetro no sentido norte.

Motoristas foram orientados a buscar desvios para evitar o trecho interditado. Entre as opções indicadas estão a MS-040 e a BR-060, além de acessos específicos próximos aos pontos de bloqueio.

A Polícia Rodoviária Federal acompanha a situação e conduz negociações com os manifestantes para tentar liberar a rodovia.

Motivações do protesto

Em nota divulgada nas redes sociais, o MST informou que a mobilização integra ações em defesa da reforma agrária e denuncia a lentidão em políticas públicas voltadas ao campo.

“Neste mês de março, marcado pela luta das mulheres, são elas que estão na linha de frente da mobilização, reafirmando o protagonismo das trabalhadoras do campo na defesa da reforma agrária, da produção de alimentos e da justiça social.

A ação também faz parte da preparação para a Jornada de Lutas do Abril Vermelho, período histórico de mobilização em defesa da reforma agrária e em memória dos mártires da luta pela terra.

A mobilização denuncia a demora nas respostas para as famílias acampadas, a paralisação de processos de assentamento e a falta de políticas públicas que garantam terra, moradia e condições dignas de produção.

A frente unitária segue mobilizada e afirma que a luta continuará até que haja medidas concretas para destravar a reforma agrária no estado.”

Veja também