A escalada do conflito no Oriente Médio passou a impactar diretamente o cenário do futebol internacional e pode alterar a composição da próxima Copa do Mundo. A tensão envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel colocou em dúvida a participação da seleção iraniana no torneio.
A equipe asiática havia garantido vaga no Mundial após campanha consistente nas eliminatórias do continente. O time chegou à classificação antecipada depois de liderar o grupo que também contava com seleções como Uzbequistão, Catar e Emirados Árabes Unidos, assegurando presença em mais uma edição da competição.
Apesar disso, o agravamento da guerra e a crise diplomática entre os países envolvidos abriram um novo cenário. Autoridades iranianas passaram a indicar que a seleção pode boicotar o torneio, que será disputado em território norte-americano, além de Canadá e México.
O tema passou a ser debatido internamente pela FIFA, responsável pela organização da competição. A entidade acompanha a evolução do conflito e avalia possíveis alternativas caso o Irã confirme a desistência.
Entre as hipóteses analisadas está a possibilidade de outra seleção asiática assumir a vaga. Uma das alternativas seria indicar uma equipe que participe da repescagem internacional prevista antes do início do Mundial.
O conflito ganhou proporções maiores após ataques militares que resultaram na morte do líder supremo iraniano Ali Khamenei, aumentando ainda mais as tensões entre os países da região e os Estados Unidos.


