O governo do Irã confirmou neste domingo (1º) a morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo da República Islâmica há 36 anos. O anúncio oficial foi transmitido pela televisão estatal nas primeiras horas da manhã, em um momento marcado pela emoção de um dos apresentadores, que chorou ao vivo durante a leitura do comunicado.
Segundo a declaração exibida na emissora, Khamenei teria sido morto em um ataque classificado como criminoso e atribuído a uma ação envolvendo os Estados Unidos e Israel. A confirmação ocorreu enquanto versículos do Alcorão eram reproduzidos na programação, e integrantes da equipe também foram ouvidos chorando ao fundo.
Antes da manifestação oficial de Teerã, o ex-presidente norte-americano Donald Trump afirmou nas redes sociais que o líder iraniano estava morto. Posteriormente, as Forças Armadas de Israel reivindicaram a operação, alegando que a ação foi conduzida com base em informações de inteligência e atingiu um complexo de comando na capital iraniana.
Autoridades iranianas informaram ainda a morte de outros altos oficiais militares durante os ataques. Diante do episódio, o país decretou 40 dias de luto nacional e anunciou medidas de resposta contra interesses norte-americanos na região.

