A Meta foi alvo de questionamentos no Senado durante audiência da CPI do Crime Organizado, que investiga a atuação de plataformas digitais diante do avanço de golpes e fraudes na internet. Parlamentares querem esclarecer se a empresa teria obtido ganhos financeiros com anúncios ligados a práticas criminosas.
O relator da comissão, o senador Alessandro Vieira, afirmou que há indícios de que receitas bilionárias possam estar relacionadas à circulação de anúncios fraudulentos. Segundo ele, documentos citados em investigações sugerem que parte do faturamento da companhia pode ter origem em publicidade vinculada a conteúdos ilegais.
Durante a audiência, representantes da empresa negaram qualquer benefício econômico com crimes digitais. A diretora de políticas econômicas para a América Latina declarou que a companhia atua de forma contínua para remover contas suspeitas, derrubar anúncios fraudulentos e reforçar mecanismos de segurança nas plataformas.
Mesmo assim, senadores demonstraram insatisfação com respostas consideradas insuficientes, principalmente em temas como criptografia, moderação de conteúdo e combate à exploração infantil online. Diante disso, o relator anunciou que deve reiterar a convocação do diretor-geral da empresa no Brasil para novos esclarecimentos.

