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Supremo

há 4 meses

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Crise interna no STF se intensifica após Carnaval, dizem ministros

Tensão e desconfiança persistem na Corte depois de vazamento envolvendo reunião sobre Dias Toffoli e o caso Master

Encerrado o período de Carnaval, integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) avaliam que o recesso informal não foi suficiente para reduzir o mal-estar entre os ministros. Ao contrário, segundo relatos reservados, o ambiente interno permanece marcado por desconfiança após o vazamento e a suspeita de gravação de encontros que trataram do ministro Dias Toffoli e do chamado caso Master.

De acordo com um integrante da Corte, o episódio abalou a relação entre os magistrados. “Não dá para esquecer o que aconteceu somente porque passou o Carnaval. A reunião foi gravada e foi tudo muito sério. Quebrou-se a confiança interna”, alerta um integrante do STF.

Alems

Dúvida sobre apuração interna

Nos bastidores, há expectativa quanto à postura do presidente do tribunal, Edson Fachin, diante da crise. Ainda não está definido se ele determinará a abertura de uma investigação interna para esclarecer as circunstâncias do suposto registro indevido da reunião.

O cenário ficou mais delicado após a Polícia Federal deflagrar, durante o feriado, uma operação vinculada a inquérito instaurado pelo ministro Alexandre de Moraes. A medida teve como objetivo aprofundar apurações sobre possíveis ataques e ações de espionagem contra membros da Corte.

Embora o resultado das diligências seja considerado relevante para esclarecer suspeitas de monitoramento ilegal, a decisão de incluir todos os ministros como potenciais alvos de espionagem gerou incômodo entre colegas de Moraes.

Apurações sobre quebra de sigilo

As investigações conduzidas pela PF buscam verificar se dados sigilosos de ministros do STF e de familiares teriam sido acessados de forma irregular, seja para comercialização de informações, seja para eventual uso político — ou ambos.

Dependendo do desfecho das apurações, integrantes do tribunal avaliam que a tensão pode se agravar e impactar o ambiente institucional em ano eleitoral, especialmente se ficar comprovada a utilização política de dados.

O inquérito foi aberto por Alexandre de Moraes, mas as diligências mais recentes foram requeridas pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet. O próprio chefe do Ministério Público Federal figurava entre as autoridades cujos registros seriam analisados para averiguar possível violação de sigilo.

A Receita Federal informou, contudo, que não identificou irregularidades nos acessos aos dados de Gonet ou de seus familiares.

Já as apurações preliminares indicam que Viviane Barci Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, teve seus registros acessados indevidamente por um servidor cedido à Receita Federal e lotado no Rio de Janeiro. O caso segue sob investigação.

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