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Judiciário

há 5 meses

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Moraes reforça impedimentos da magistratura em julgamento no STF

Ministro do Supremo afirma que juízes não podem julgar causas em que parentes atuem como advogados

Durante sessão plenária do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (4), o ministro Alexandre de Moraes destacou que a legislação brasileira já impõe limites claros à atuação de magistrados, especialmente em casos que envolvem vínculos familiares com advogados das partes.

A declaração foi feita no julgamento das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 6293 e 6310, que discutem a validade de normas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre o uso de redes sociais por integrantes do Judiciário. Para Moraes, a Constituição Federal e a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman) são suficientes para garantir a ética e a imparcialidade nos julgamentos.

O ministro enfatizou que nenhum magistrado pode julgar processos nos quais exista qualquer tipo de ligação pessoal, incluindo parentesco com advogados envolvidos. Segundo ele, essa vedação se aplica a todos os níveis do Judiciário, inclusive aos ministros das cortes superiores.

Ao rebater críticas às regras do CNJ, Moraes afirmou que, quando a Constituição e a Loman não solucionam determinadas situações, outras normas do ordenamento jurídico podem ser acionadas para coibir abusos. Ele citou ainda restrições ao recebimento de auxílios e contribuições por magistrados, salvo exceções previstas em lei.

O STF analisa se a resolução do CNJ extrapola suas atribuições ao regulamentar a atuação dos juízes nas redes sociais. O julgamento segue em andamento e pode estabelecer novos parâmetros para a conduta pública da magistratura.

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