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há 5 meses

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Dois extravasamentos em menos de 24 horas atingem estruturas da Vale em Minas Gerais

Região Central de MG enfrenta nova sequência de vazamentos de água em áreas de mineração; autoridades monitoram impactos ambientais e operações seguem em avaliação

Nos últimos dias, a série de incidentes envolvendo extravasamentos de água em áreas de mineração da Vale S.A. voltou a chamar atenção na Região Central de Minas Gerais. Dois episódios foram registrados em menos de 24 horas — um entre os municípios de Congonhas e Ouro Preto, e outro na Mina Viga, em Congonhas — colocando em alerta autoridades, comunidades e órgãos ambientais. As ocorrências seguem sendo monitoradas por equipes técnicas.

25 de janeiro – madrugada: primeiro extravasamento na Mina da Fábrica

Na madrugada de domingo (25), um volume significativo de água com sedimentos transbordou de uma cava da Mina da Fábrica, que integra o complexo de mineração da Vale entre Congonhas e Ouro Preto. A água atingiu áreas da CSN Mineração, causando alagamentos em setores administrativos e operacionais da empresa vizinha.

Alems

Apesar do extravasamento ter percorrido parte da área operacional, não houve relatos de feridos nem de comunidades diretamente atingidas por esse evento inicial.

25 de janeiro – tarde: novo vazamento na Mina Viga

Menos de um dia depois, um segundo episódio foi registrado na Mina Viga, em Congonhas. Dessa vez, tratou-se de um extravasamento de sump, ou seja, transbordamento de um reservatório de drenagem de água ou fluidos utilizado na operação da mina. A Defesa Civil constatou que o volume de água acabou sendo despejado no rio Maranhão, um importante curso d’água da região.

Novamente, não houve bloqueio de vias públicas nem relatos de moradores afetados, e o impacto identificado até o momento é de ordem ambiental.

26 de janeiro – monitoramento e mobilização das autoridades

Na manhã desta segunda-feira (26), equipes da Defesa Civil permaneceram no local do segundo vazamento para acompanhar a evolução da situação e identificar possíveis alterações no fluxo de água e sedimentos que possam trazer riscos adicionais.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente informou que também está empenhada na avaliação dos impactos ecológicos decorrentes dos dois extravasamentos e na coordenação das medidas de mitigação necessárias.

Enquanto isso, a Agência Nacional de Mineração (ANM) descartou que o episódio inicial caracterize “ruptura, colapso ou comprometimento de barragens ou pilhas de mineração” nas áreas afetadas e informou que equipes técnicas permanecem no local para fiscalização.

Manifestação da Vale

Em comunicado à imprensa, a mineradora ressaltou que não houve falha em barragens:

“Como é praxe nessas situações, a Vale já comunicou os órgãos competentes e prioriza a proteção das pessoas, comunidades e meio ambiente. As causas do extravasamento de água estão sendo apuradas”.

A empresa ainda reforçou que o incidente não está relacionado às barragens da região, que “seguem sem alterações nas suas condições de estabilidade e segurança e monitoradas 24 horas por dia, 7 dias por semana”.


Contexto e reações locais

Os incidentes acontecem justamente no sétimo aniversário do rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, que resultou em graves consequências humanas e ambientais. Esse contexto histórico intensificou a atenção de moradores e autoridades para os novos episódios na região.

Apesar das ocorrências recentes não terem sido associadas a falhas estruturais de barragens de rejeitos, especialistas e lideranças locais reivindicam maior rigor na fiscalização e no monitoramento das áreas de mineração, especialmente em períodos de chuvas intensas, para prevenir novos vazamentos que possam comprometer ecossistemas e comunidades.

Com as investigações em curso e o monitoramento contínuo, as autoridades reforçam que continuam atentos ao desenrolar dos eventos e à necessidade de respostas rápidas para proteger o meio ambiente e a população da região.

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