O governador Eduardo Riedel recebeu, nesta sexta-feira (12), uma carta da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (FETEMS). O documento continha reivindicações consideradas prioritárias pela categoria. A carta reforça a cobrança pela realização de um novo concurso público, pela convocação de professores aprovados em vagas remanescentes e pela valorização dos profissionais administrativos da rede estadual de ensino.
A entrega ocorreu durante mobilização de dirigentes sindicais e integra uma série de ações organizadas pela FETEMS e sindicatos filiados, que vêm pressionando o governo estadual por avanços concretos na política de recursos humanos da educação.
Pressão por concurso e redução de contratos temporários
Um dos principais pontos da carta é a crítica ao elevado número de professores contratados de forma temporária no Estado. Segundo a entidade, cerca de 60% dos docentes da rede estadual atuam como convocados, enquanto apenas 40% são efetivos, cenário considerado insustentável pela categoria.
Durante o encontro com o governador, a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinted) e dirigente da FETEMS, Maria Diogo, destacou que a mobilização tem caráter permanente e deliberado pela federação.
“Temos uma deliberação na FETEMS que, aonde o senhor estivesse, nós estaríamos presentes”, afirmou. Em seguida, reforçou a principal reivindicação: “Nós estaríamos presentes, fazendo a reivindicação por um novo concurso público”.
Maria Diogo também pediu atenção especial para a convocação de aprovados em concursos anteriores que ainda aguardam nomeação. “Peço que o senhor olhe com atenção, com carinho, chame, efetive esses requisitos, essas vagas remanescentes que faltam, mas também promovam o concurso público”, disse.
Governo reconhece demanda, mas pede cautela fiscal
Ao responder às reivindicações, o governador Eduardo Riedel afirmou que o tema está em análise e que o governo não se esquiva do debate, mas ressaltou a necessidade de equilíbrio financeiro.
“A gente não se furta a essa discussão, como avaliar essa possibilidade de chamar os presentes. A gente tem trabalhado nessa falta, é legítimo”, declarou. Em seguida, ponderou sobre os limites orçamentários do Estado.
“Só que a gente tem que ter um olho no gato e outro no peixe. Senão a gente chega num ponto, aí vai atrasar salário, aí começa a criar outros problemas para o conjunto”, afirmou o governador.
Riedel disse ainda que o compromisso existe, desde que respeitada a capacidade financeira do Estado. “Se a gente olhar isso com cuidado e com carinho, o compromisso está feito. Mas eu só vou abraçar dentro da vida. Eu não posso extrapolar isso e dentro da saúde do Estado”, completou.
Valorização dos administrativos também entra na pauta
Além do concurso para professores, a carta da FETEMS cobra avanços na valorização dos profissionais administrativos da educação, que, segundo a federação, acumulam defasagens salariais e falta de reconhecimento funcional. A entidade defende que a melhoria das condições desses trabalhadores é essencial para o funcionamento das escolas e para a qualidade do ensino.
Mobilização deve continuar
Ao final do ato, sindicalistas reforçaram o coro por concurso público e sinalizaram que novas mobilizações devem ocorrer caso não haja avanços concretos nas negociações. A FETEMS afirma que seguirá acompanhando a agenda do governo e cobrando respostas efetivas às demandas apresentadas.
A entidade também destaca que a ampliação do quadro efetivo é fundamental para garantir estabilidade nas escolas, continuidade pedagógica e melhores condições de trabalho aos profissionais da educação em Mato Grosso do Sul.









