A conta de água em Campo Grande ficará mais cara a partir do dia 3 de janeiro de 2026. A Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos (Agereg) homologou a revisão tarifária dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário, que prevê um aumento de 4,49% nos valores praticados pela concessionária Águas Guariroba. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Município.
O reajuste está previsto no contrato de concessão firmado entre o município e a concessionária e inclui, além do índice de 4,49%, a aplicação de um percentual adicional de 0,16% referente à revisão tarifária.
Com a mudança, todas as categorias de consumo — social, residencial, comercial, industrial e poder público — passam a ter novos valores fixos e variáveis, conforme o volume de água consumido. Na tarifa social, o valor fixo mensal sobe de R$ 8,61 para R$ 9,01. Já na categoria residencial, a tarifa fixa passa de R$ 18,99 para R$ 19,87. No comércio, o valor salta de R$ 28,80 para R$ 30,14, enquanto na indústria o reajuste vai de R$ 45,27 para R$ 47,38. Para órgãos públicos, a tarifa fixa passa de R$ 96,09 para R$ 100,56.
Além da parcela fixa, o custo por metro cúbico de água também será reajustado conforme a faixa de consumo. No caso das residências, por exemplo, os valores variam de R$ 8,03 (para consumo de até 10 m³) até R$ 18,75 (para volumes acima de 50 m³). As tarifas de esgoto seguem a mesma base fixa da água, mas apresentam valores diferenciados conforme o consumo, ficando entre R$ 5,62 e R$ 13,13 na categoria residencial, e entre R$ 7,76 e R$ 15,88 na comercial.
Os procedimentos para aplicação prática do novo reajuste ainda deverão ser regulamentados pela Agereg por meio de atos normativos, que vão orientar a concessionária sobre a atualização das cobranças nas próximas faturas.
O serviço de abastecimento de água e coleta e tratamento de esgoto em Campo Grande é operado pela iniciativa privada desde o ano 2000, quando houve a concessão à empresa Águas Guariroba por 30 anos. Em 2012, o contrato foi prorrogado por mais três décadas, estendendo a vigência até 2060. O acordo estabelece exclusividade da empresa na prestação do serviço, o que impede a utilização de poços artesianos na Capital.









