A intensificação do conflito no Oriente Médio provocou uma forte reação no mercado internacional de energia e fez o preço do petróleo subir quase 30% ao longo da semana. A escalada militar envolvendo o Irã elevou as preocupações com o abastecimento global e pressionou as cotações da commodity.
O barril do Petróleo Brent, referência mundial, fechou a semana cotado próximo de US$ 92. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, ultrapassou os US$ 90, após registrar forte valorização nos últimos dias.
Um dos fatores que impulsionaram os preços foi a interrupção do tráfego no Estreito de Ormuz, corredor marítimo considerado vital para o comércio global de petróleo. Cerca de 20% do petróleo transportado no mundo passa pela região, que enfrenta restrições de navegação após o início dos confrontos.
A crise se agravou após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que voltou a pressionar o governo iraniano. Em meio à escalada do conflito, também foram registrados ataques e operações militares envolvendo Israel e forças americanas.
A instabilidade já provoca efeitos na cadeia energética mundial. O Iraque reduziu parte de sua produção de petróleo, enquanto navios petroleiros aguardam condições seguras para atravessar o Golfo Pérsico.
Especialistas alertam que a alta do petróleo pode afetar diretamente o preço dos combustíveis e pressionar a inflação em diversos países. Com o diesel mais caro, os custos de transporte tendem a subir, o que pode impactar alimentos, produtos industriais e serviços.
Caso o conflito continue se intensificando, analistas do mercado avaliam que o barril de petróleo pode alcançar a marca de US$ 100 nas próximas semanas.








