A escalada do conflito envolvendo o Irã provocou forte turbulência nos mercados internacionais nesta terça-feira (3). Após o anúncio do fechamento do Estreito de Hormuz, os preços do petróleo dispararam e bolsas ao redor do mundo registraram quedas expressivas.
O barril do Brent, referência global, chegou a ser negociado a US$ 85,10 pela manhã, acumulando alta de até 9% e atingindo o maior valor desde julho de 2024. Durante a tarde, a cotação recuava parcialmente, mas ainda operava acima dos US$ 82. Já o petróleo WTI (West Texas Intermediate), referência nos Estados Unidos, também subiu quase 8%, alcançando US$ 77,57.
A disparada ocorre após a Guarda Revolucionária iraniana ameaçar atacar embarcações que tentarem atravessar o estreito, por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás natural liquefeito consumido diariamente no mundo. A via marítima é estratégica para grandes importadores asiáticos, como China e Índia.
O fechamento da rota elevou o temor de interrupções no fornecimento global de energia. Empresas da região suspenderam operações, e a petroleira saudita Saudi Aramco informou a compradores que pode redirecionar cargas para o porto de Yanbu, no Mar Vermelho, como alternativa para evitar a área de conflito.
Além do petróleo, o impacto se espalhou pelos mercados financeiros. Bolsas da Ásia e da Europa registraram quedas acentuadas, enquanto os principais índices de Estados Unidos também operavam em baixa. O movimento reflete o aumento da aversão ao risco diante da possibilidade de um conflito prolongado.
Especialistas avaliam que a duração do fechamento do estreito será determinante para o comportamento dos preços. Embora o Irã responda por cerca de 3% da produção mundial de petróleo, sua posição geográfica lhe confere influência estratégica sobre o abastecimento global









