A empresa sul-mato-grossense LPX Agroindustrial Ltda, com sede em Campo Grande, foi oficialmente habilitada para exportar farinha de carne e ossos bovinos ao Chile, após inspeção realizada por autoridades sanitárias do país. A conquista ocorre em um momento estratégico para Mato Grosso do Sul, com o avanço da rota bioceânica.
A habilitação é resultado de uma missão técnica conduzida pelo Serviço Agrícola e Pecuário do Chile (SAG), realizada entre os dias 11 e 24 de janeiro de 2026, com o objetivo de avaliar estabelecimentos brasileiros aptos a exportar ingredientes de origem animal destinados à alimentação animal.
Processo de inspeção internacional
Durante a vistoria, a unidade da LPX - registrada sob o SIF nº 1357 - passou por uma análise detalhada envolvendo controles de qualidade, rastreabilidade da produção, procedimentos sanitários, origem e controle das matérias-primas e conformidade com exigências internacionais.
O relatório aponta que a empresa possui procedimentos estruturados de controle de fornecedores e recepção de matéria-prima, além de monitoramento contínuo para garantir a qualidade dos insumos utilizados.
Também foi destacado que a LPX trabalha com matérias-primas provenientes de estabelecimentos sob inspeção oficial, como SIF, SIE, SISBI e SIM, reforçando a segurança sanitária do processo produtivo.
Habilitação confirmada
Ao final da avaliação, o resultado foi positivo: a LPX Agroindustrial foi considerada apta (habilitada) para exportar ao Chile o produto farinha de carne e osso bovino.
Segundo o diretor da empresa, Fernando Peró, a conquista valida o padrão de qualidade adotado.
“Esse reconhecimento reforça que estamos alinhados às exigências internacionais e preparados para atender mercados cada vez mais rigorosos”, afirmou.
Aplicação no mercado chileno
No Chile, a farinha de carne e ossos possui grande relevância na cadeia produtiva aquícola, sendo amplamente utilizada na formulação de rações para salmão, especialmente nos criadouros instalados ao longo da costa do Pacífico.
O país é um dos maiores produtores mundiais de salmão, o que amplia significativamente o potencial de demanda por ingredientes proteicos de alta qualidade, como os produzidos pela indústria brasileira.
Rota bioceânica impulsiona oportunidades
A habilitação ocorre em um momento estratégico para Mato Grosso do Sul, que está na iminência de se tornar um dos principais eixos logísticos da América do Sul com a consolidação da rota bioceânica.
O projeto, que inclui a construção da ponte entre Porto Murtinho (MS) e Carmelo Peralta (Paraguai), deve criar um novo corredor de exportação ligando o Brasil aos portos do Chile, reduzindo distâncias e custos logísticos para mercados internacionais.
Para Fernando Peró, o cenário amplia as perspectivas de crescimento.
“A rota bioceânica vai transformar a logística de exportação e colocar o Estado em posição privilegiada. Estar habilitado para mercados como o Chile nesse momento é um diferencial competitivo importante”, destacou.
Expansão internacional
A habilitação representa um passo estratégico para a empresa, que amplia sua presença no mercado externo e fortalece sua atuação no segmento de ingredientes de origem animal.
“O Chile passa a integrar nosso portfólio de destinos e isso reforça o avanço da indústria sul-mato-grossense no cenário internacional. Estamos preparados para crescer com qualidade e responsabilidade”, concluiu o diretor.
Com a nova autorização, a LPX reforça sua atuação no comércio exterior e acompanha o movimento de expansão das empresas do Estado, impulsionado por melhorias logísticas e abertura de novos mercados.












