No ano passado, 2.466 empresas entraram na Justiça para renegociar dívidas, número que representa um aumento de 13% se comparado com os registros de 2024. Os dados, divulgados pela Serasa Experian, mostram ainda que das empresas, 743 eram do agronegócio, o que representa pouco mais de 30% do total.
Foi a primeira vez que o setor liderou em recuperações judiciais, se colocando na frente do setor de serviços, que teve 739 empresas (30%); do comércio, com 535 (21,7%); e da indústria, com 449 (18,2%).
No acumulado de 2012 a 2025, o agro saltou de 1,3% para 30,1%, enquanto Comércio e Indústria registraram queda de 9,5% e 16,2%, respectivamente. O setor de serviços manteve participação próxima, de 33,1% para 30,0%.
O levantamento mostra ainda que os pedidos de falência, por sua vez, caíram 19%. Isso mostra que as empresas preferem tentar se reorganizar pela Justiça do que fechar. Segundo a Serasa Experian, 71% das empresas que entram em recuperação conseguem retomar as atividades.
O que é recuperação judicial?
A recuperação judicial é um instrumento legal destinado a auxiliar empresas endividadas a reestruturar suas dívidas e viabilizar sua continuidade operacional. Essa legislação visa garantir que as empresas consigam superar suas dificuldades financeiras sem a necessidade de uma liquidação imediata.
Durante o processo, a empresa propõe um plano de recuperação, onde são estabelecidos prazos e condições para o pagamento das dívidas.
O objetivo é preservar a atividade econômica e, em última análise, proteger os empregos e os interesses dos credores.








