quarta, 11 março 2026

Economia

há 1 mês

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Governo mantém juros do Minha Casa, Minha Vida mesmo com possível queda da Selic

Governo mantém juros do Minha Casa, Minha Vida mesmo com possível queda da Selic

Atualizado: há 1 mês

Aurélio Filho

A política habitacional do governo federal seguirá sem mudanças nos juros do programa Minha Casa, Minha Vida, mesmo diante da possibilidade de redução da taxa Selic nos próximos meses. A confirmação foi feita pelo ministro das Cidades, Jader Filho, nesta segunda-feira (9), ao afirmar que as condições atuais já representam o menor custo da história do programa.

Segundo o ministro, as taxas praticadas no MCMV permanecem bastante inferiores às do mercado financeiro, ainda que os juros básicos da economia estejam no maior nível em quase 20 anos. Para o governo, o formato atual garante acesso à moradia para famílias de baixa renda sem comprometer a sustentabilidade do programa.

Na Faixa 1, que contempla famílias com renda mensal de até R$ 2.850, os juros são de 4% ao ano no Norte e Nordeste e de 4,25% nas demais regiões. A avaliação do Ministério das Cidades é de que os índices atuais atendem à demanda da população e permitem manter o ritmo de contratações.

A projeção oficial é de que 1 milhão de novos financiamentos sejam assinados ainda em 2026, com manutenção do volume no ano seguinte. Com isso, o governo espera encerrar o mandato com cerca de 3 milhões de contratos firmados no Minha Casa, Minha Vida.

No cenário macroeconômico, o Banco Central manteve a Selic em 15% ao ano na última reunião do Comitê de Política Monetária, mas indicou que pode iniciar um ciclo de cortes já na próxima reunião, caso a inflação continue sob controle. Apesar dessa sinalização, os juros elevados já impactam diretamente o crédito no país.

Dados do Banco Central mostram que, em 2025, a taxa média de juros cobrada pelos bancos subiu 6,5 pontos percentuais, alcançando 47,2% ao ano. O encarecimento do crédito desacelerou o crescimento das operações financeiras e elevou a taxa de inadimplência, que encerrou o ano em 4,1%.

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