No mês de maio, as exportações brasileiras para os Estados Unidos caíram 14% em comparação com o mesmo período do ano passado.
Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), e revelam que as vendas vêm recuando desde agosto do ano passado, quando começaram a vigorar as tarifas impostas pelo governo de Donald Trump.
Os principais números foram:
- Exportações para os EUA: US$ 3,09 bilhões (-14%);
- Importações dos EUA: US$ 3,21 bilhões (-11%);
- Déficit comercial em maio: US$ 121 milhões.
No acumulado de janeiro a maio:
- Exportações: US$ 14,01 bilhões (-16%);
- Importações: US$ 15,48 bilhões (-12,6%);
- Déficit comercial: US$ 1,47 bilhão.
Avaliação
Apesar da queda, o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Mdic, Herlon Brandão, diz que os números ainda não permitem concluir que houve uma mudança estrutural na relação comercial entre os dois países.
“É cedo para falar de mudança estrutural. Fluxos no comércio exterior levam tempo para se adaptar, depende muito da composição da pauta, tem bens sob encomenda que sofrem choque maior, mas commodities e alimentos não, como é o caso de grande parte do perfil da pauta com Estados Unidos, com petróleo, celulose, combustível, carne, café. Tem um momento de aumento de custo, pode ser que cause retratação do fluxo, mas pode retomar rapidamente”, afirmou Brandão.
Ele ressaltou que o ritmo de redução das exportações para os Estados Unidos tem diminuído nos últimos meses.
“Tivemos a maior queda em outubro, de 35%. Em janeiro houve redução de 26%, e essa redução vem se arrefecendo ao longo dos meses: 20% em fevereiro, 10% em março, 10% em abril e 14% em maio”, declarou.
China ganha espaço
Enquanto os embarques para os Estados Unidos diminuíram, a China ampliou sua presença como principal destino das exportações brasileiras.
Em maio, as vendas para o país asiático cresceram 9,5%, alcançando US$ 10,5 bilhões. As importações avançaram 24,2%, para US$ 6,8 bilhões.
O resultado gerou superávit comercial de US$ 3,7 bilhões no mês.
Nos cinco primeiros meses do ano:
- Exportações: US$ 43,26 bilhões (+21,8%)
- Importações: US$ 30,76 bilhões (+4,1%)
- Superávit: US$ 15,5 bilhões
A participação chinesa na pauta exportadora brasileira passou de 32,1% para 32,9% no período.
Com EBC.









