quarta, 11 março 2026

Economia

há 1 semana

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Conflito no Oriente Médio eleva tensão no mercado e pressiona combustíveis no Brasil

Especialistas descartam desabastecimento, mas alertam para impacto na inflação e nos juros

Atualizado: há 1 semana

Aurélio Filho

A nova escalada da guerra envolvendo o Irã provocou alta nas cotações internacionais do petróleo e reacendeu o debate sobre possíveis reajustes nos combustíveis no Brasil. Embora o cenário traga pressão sobre os preços internos, analistas afirmam que não há risco de falta de produto no país.

Com o barril sendo negociado em torno de US$ 80, aumentou a defasagem entre os valores praticados nas refinarias brasileiras e a paridade internacional. De acordo com a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), o diesel vendido pela Petrobras apresenta diferença de R$ 0,73 por litro em relação ao mercado externo, enquanto a gasolina registra defasagem de R$ 0,42.

A Petrobras ainda não anunciou reajustes e informou que monitora o cenário global antes de qualquer decisão. A estatal costuma aguardar maior estabilidade nas cotações, especialmente em períodos de forte volatilidade.

Economistas apontam que os efeitos dependerão da duração e da intensidade do conflito, sobretudo se houver impacto prolongado em rotas estratégicas como o Estreito de Hormuz, responsável por uma parcela significativa do fluxo mundial de petróleo.

Apesar das incertezas, o Brasil, como exportador de petróleo, não depende da região em conflito para manter o abastecimento. A maior parte do diesel importado pelo país vem dos Estados Unidos e da Rússia, o que reduz o risco de interrupções no fornecimento.

Por outro lado, a manutenção de preços elevados pode pressionar a inflação e dificultar o ciclo de cortes na taxa básica de juros, diante do impacto direto dos combustíveis sobre a economia.

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