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ECONOMIA

há 40 minutos

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Vendas no comércio brasileiro ficam praticamente estáveis em agosto, aponta IBGE

Setor registra leve alta de 0,1% após queda em julho; móveis e eletrodomésticos apresentam maior recuo

O comércio varejista brasileiro registrou leve crescimento de 0,1% no volume de vendas em agosto de 2026, na comparação com julho. O resultado indica estabilidade no setor após a queda de 0,8% registrada no mês anterior.

Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada nesta quinta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar do desempenho praticamente estável em agosto, o varejo acumula crescimento de 1,7% no ano e de 1,6% nos últimos 12 meses.

A média móvel trimestral, indicador utilizado para acompanhar a tendência das vendas, apresentou variação negativa de 0,1% no trimestre encerrado em agosto, mesmo resultado observado no trimestre anterior.

Informática e combustíveis puxam crescimento

Das oito atividades pesquisadas pelo IBGE, seis registraram crescimento nas vendas entre julho e agosto.

O principal destaque foi o segmento de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, que avançou 6,3%.

Outros artigos de uso pessoal e doméstico apresentaram crescimento de 1,4%, enquanto combustíveis e lubrificantes tiveram alta de 1,1%.

Também registraram resultados positivos os setores de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,7%), tecidos, vestuário e calçados (0,6%) e livros, jornais, revistas e papelaria (0,2%).

Móveis e eletrodomésticos registram maior queda

Entre os segmentos que apresentaram retração, o setor de móveis e eletrodomésticos teve o pior desempenho, com queda de 4,2% nas vendas.

Já os hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo registraram recuo de 0,3%.

Os resultados mostram que, embora a maioria das atividades tenha apresentado crescimento, as perdas em segmentos importantes limitaram o desempenho geral do comércio.

Varejo ampliado apresenta retração

O comércio varejista ampliado, que inclui também veículos, motocicletas, peças, materiais de construção e o atacado especializado em alimentos, bebidas e fumo, registrou queda de 0,2% em agosto, após crescimento de 0,5% em julho.

A média móvel trimestral desse segmento apresentou recuo de 0,3% no período encerrado em agosto.

O levantamento indica que o comércio brasileiro segue com crescimento acumulado em 2026, mas apresenta diferenças significativas entre os setores, com avanços em algumas atividades e retração em outras.

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