Antigo vagão de passageiros, remanescente da malha ferroviária da década de 1940, será restaurado pela Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul.
Há anos no pátio da Esplanada Ferroviária de Campo Grande, o conhecido “trem fantasma” passou por diversos deslocamentos.
O vagão pertenceu à extinta RFFSA e passou por um processo de restauração no início dos anos 2000.
Por um período, ocupou posição de destaque em frente à Morada dos Baís.
No local, o “trem fantasma” ficou deteriorado e sofreu com o vandalismo. Desde então, permaneceu à espera de um novo destino.
A mudança começou a ser organizada há mais de uma década.
Escreva a legenda aquiCom a restauração encaminhada, o processo é resultado do trabalho da Diretoria de Memória e Patrimônio Cultural da Fundação de Cultura.
A historiadora e gestora Rita Natália Serenza conduziu o processo e relatou os desafios enfrentados ao longo do trabalho.
“Buscamos entender quem detinha a posse desse bem e, de fato, foi difícil identificar a titularidade. Após muita pesquisa, constatamos que se tratava de patrimônio da União. A partir disso, estruturamos e encaminhamos ao DNIT um projeto de revitalização que hoje se concretiza.”
O vagão de madeira, que carrega marcas do tempo e histórias que revelam antigos trajetos, está localizado na Esplanada Ferroviária, área tombada nas esferas federal, estadual e municipal.
Agora oficialmente sob os cuidados da FCMS, o patrimônio terá restauração para posteriormente ser devolvido à população.
“Este vagão está inserido em uma área que reflete a nossa identidade. Vamos revitalizá-lo e integrá-lo à dinâmica cultural, garantindo que ele permaneça vivo, conectado à história e às expressões contemporâneas da nossa cultura”, explicou Eduardo Mendes, diretor-presidente da FCMS.


