A atriz Claudia Cardinale, um dos maiores ícones do cinema italiano e símbolo de uma era dourada da sétima arte, faleceu nesta terça-feira (23) aos 87 anos, na França. A informação foi confirmada pela imprensa local.
Nascida em 1938, em Tunis — atual capital da Tunísia —, Cardinale era filha de uma família siciliana e possuía dupla nacionalidade: italiana e francesa. Ela morreu na cidade de Nemours, na região de Île-de-France, a cerca de 80 km de Paris.
Com sua voz rouca e marcante e uma beleza que encantou gerações, Claudia Cardinale brilhou nas décadas de 1960 e 70, tornando-se musa de cineastas lendários como Luchino Visconti, Federico Fellini e Sergio Leone.
Entre seus papéis mais memoráveis estão os filmes Oito e Meio (1963), A Pantera Cor-de-Rosa (1963), Era uma Vez no Oeste (1968) e Fitzcarraldo (1982). Sua carreira, que atravessou continentes e estilos cinematográficos, a consagrou como uma das grandes damas do cinema europeu.
A notícia de sua morte repercutiu rapidamente. David Lisnard, prefeito de Cannes — cidade que abriga um dos festivais de cinema mais prestigiados do mundo —, prestou homenagem à atriz em uma mensagem publicada na rede X (antigo Twitter):
“Seu talento só era comparável à sua beleza ardente. Sua carreira foi, por si só, uma obra-prima. Claudia Cardinale deixa uma marca indelével na história do cinema e, portanto, na história de Cannes”, escreveu ele, lembrando que a atriz foi destaque no cartaz oficial da 70ª edição do Festival de Cannes.
Com sua elegância discreta e presença imponente, Claudia Cardinale deixa um legado eterno nas telas — e um vazio profundo nos corações dos cinéfilos.


