Senhores leitores,
Finalmente tive a oportunidade de colocar as mãos na picape que todo mundo quer dirigir hoje em dia: a Ford Ranger Raptor 2025. E posso dizer sem medo: ela não só cumpre o que promete, como vai muito além.Essa máquina consegue unir dois universos que normalmente não se misturam bem: o conforto e a estabilidade no asfalto com a performance selvagem no off-road.

É, simplesmente, o melhor dos dois mundos!!
O coração da Raptor é um vigoroso V6 3.0 biturbo, com praticamente 400 cv e torque farto desde baixas rotações. Mas o que realmente impressiona não são só os números — é comotoda essa força é colocada à disposição do piloto de forma brutal e inteligente.

E o som do motor? Simplesmente sensacional. Equipada com escapamentos esportivos valvulados, a Raptor permite ao piloto escolher, com o toque de um botão, entre um modo mais silencioso e discreto ou um ronco grave, profundo e esportivo. Quando as válvulas do escapamento abrem, o vigoroso V6 ganha vida e entrega uma sinfonia poderosa que acelera os batimentos cardíacos de qualquer apaixonado por motores.
Ao volante, a diversão é garantida.
No asfalto, ela surpreende pela estabilidade, agilidade e comportamento quase de automóvel. Direção precisa, acelerações fortes e retomadas vorazes. Mas é fora da pavimentação que aRaptor revela sua verdadeira alma de “máquina de rally”.
Testei com calma os diferentes modos de condução e cada um entrega uma experiência distinta:

No modo mais confortável (o “agro”), ela se mostra refinada e capaz de digerir bem as irregularidades do dia a dia no campo. Porém, quando você aciona o modo Sport (4x2), a picape ganha vida própria. Ela fica extremamente arisca, com a traseira escapando com facilidade. Segurar a traseira se torna uma missão ao mesmo tempo difícil e maravilhosa — exige mãos firmes, olhar no horizonte e muita técnica. É puro prazer para quem gosta de pilotar de verdade.
Como tive a liberdade de explorar um pouco esses modos, fui “abusando” ao longo do teste e,por um momento, me vi “brigando” com ela para não deixar a traseira “ultrapassar a dianteira”, rsrsrsr.
Nesse momento, o proprietário da maquina (e meu amigo), Sergio Benoni Jr, segurou mais firme e com a assertividade de quem tem muita experiência no off road, falou “calma, calma”, rsrsrs... Não que ele estivesse com medo ou que não confiasse em mim, mas pelo fato de que, no modo Sport, o “piloto” vai empilhando marchas (uma atrás da outra), ao passo que a camioneta continua “destracionando” até 5ª macha, a mais de 90 km/h. E isso é algo surreal!
Quando você engata o modo Baja (4x4)... aí a coisa muda de patamar, meus amigos. A Raptor se transforma em uma verdadeira fera de rally! Com a tração nas quatro rodas trabalhando de forma feroz e inteligente, ela entrega um controle impressionante, mas semtirar um pingo da diversão.
Você ataca trechos de terra em alta velocidade, devora lombadas, voa sobre buracos e sente a picape “plantada” mesmo quando o chão some embaixo das rodas.

O conjunto de suspensão com os gigantescos amortecedores FOX trabalha de forma absurda, absorvendo pancadas pesadas e devolvendo estabilidade imediata. É adrenalina pura! Em vários momentos me senti como piloto de um Dakar ou de um rally cross-country: o carro salta, reage rápido, empurra com força e simplesmente não quer parar de acelerar. Uma emoção indescritível!
Aliás, Benoni me explicou que os amortecedores FOX possuem uma tecnologia denominada “Fox Live Valve”, que através de uma ECU dedicada, se ajustam o tempo todo (mediante acelerômetros, sensores de posição das rodas, “steering”, frenagem, aceleração etc.), adaptando o amortecimento em tempo real, a uma taxa de leitura de incríveis até 500 vezes por segundo (500 Hz).
O que mais impressiona é que, em todos os modos, o sistema ajusta automaticamente diversos parâmetros: rigidez da suspensão, sensibilidade do acelerador, distribuição de torque entre as rodas, resposta da direção, controles de tração e estabilidade. Isso permite que a Raptor se adapte perfeitamente ao que o piloto deseja no momento.
Atenção importante: essa não é uma camionete para amadores. Ela tem muito potencial e é fácil se empolgar. Se perder o respeito, ela castiga rápido (o empresário de Canoa Quebrada (Aracati – CE que o diga, rsrsrsr)!
A Raptor Exige pilotagem avançada, concentração e maturidade. Mas para quem sabe usar, é simplesmente viciante.

O interior da Raptor é outro ponto alto. O refinamento e o acabamento geral do veículo estão em outro patamar. Bancos extremamente confortáveis, com ótimo suporte lateral, que acomodam muito bem o corpo mesmo em trechos mais exigentes. A posição de dirigir é elevada, dominante e perfeita para quem gosta de sentir o controle da máquina.

As eficientes aletas de troca de marchas (paddle shifts) atrás do volante funcionam de forma precisa e intuitiva, tornando a experiência ainda mais envolvente, especialmente no modo Sport. Os detalhes em destaque vermelho espalhados pela cabine são um lembrete constante de que você não está dentro de uma Ranger comum, mas sim no que há de melhor e mais refinado da divisão Ford Performance. É um requinte que combina luxo com esportividade de forma muito harmoniosa.
O design externo, agressivo, com para-lamas alargados e postura imponente, completa o pacote e deixa claro que essa não é uma picape qualquer. Tive o prazer de testar esta unidade 2025 gentilmente cedida pelo meu grande amigo Benoni, a quem agradeço imensamente pela confiança.
Para registrar a essência dela, fiz uma das fotos com metade da Raptor no asfalto e metade na terra — a melhor forma de mostrar que essa máquina realmente domina os dois mundos
No final, saí apaixonado.
- A Ranger Raptor não é apenas uma picape.
- É uma verdadeira Ford Performance disfarçada de camionete — forte, versátil, extremamente divertida e com alma selvagem de rally. E eu, definitivamente, adorei.
- E, por isso, a Raptor merece estar nesta coluna.
Até a próxima, caros leitores!
Bruno Romero (advogado e apaixonado por tudo que tem motor)





