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Vida e Espiritualidade

há 3 anos

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A Vida e Espiritualidade 3

 

Esta semana começa com dois bons motivos para nossa reflexão: o dia dos namorados e a festa de Santo Antônio, padroeiro da cidade.
As duas datas estão ligadas em razão da tradição popular que faz do Santo um casamenteiro, o que faz de Santo Antônio o santo mais popular em muitos países e principalmente no Brasil. 
Apesar dessa popularidade, poucos conhecem a vida deste santo, nascido há quase 800 anos atrás, no batismo lhe foi dado o nome de Fernando. Na juventude despertou sua vocação para a vida religiosa, depois de viver alguns anos num convento agostiniano, tornou-se um farde franciscano, já com o nome de Antônio, foi para a África, na esperança de converter os muçulmanos. Doente, sentiu-se fracassado no seu desejo de se tornar mártir. O navio que o conduzia de volta a Portugal foi aportar na Sicília, de onde partiu para Assis, ao encontro de São Francisco. Foi grande pregador, protegeu o povo abandonado, praticou a justiça, curou doentes, reconciliou inimigos, libertou prisioneiros. Seus escritos permitiram que ele fosse proclamado Doutor da Igreja.
A ele são atribuídos muitos prodígios, por isso é chamado de grande taumaturgo, isto é, grande fazedor de milagres. Muitos não sabem que ele marcou a história da Igreja por sua humildade, fidelidade a Deus e amor à Palavra de Deus, mas o invocam para encontrar objetos perdidos, para encontrar um namorado e chegar ao casamento. É essa a razão de a véspera do dia do santo ter sido escolhida para ser o dia dos namorados. 
A escolha foi feita na década de 1940, para estimular as vendas no comércio, pois o amor dos namorados deveria ser expressado pelo presente que um dava ao outro. Vê-se que essa data não tem a ver com a espiritualidade que o santo pode despertar. É uma data puramente comercial, estímulo ao consumismo.
Conhecer a história do santo e participar dos festejos pode ser a oportunidade de fazer caridade, contribuindo com as obras sociais que as comunidades religiosas realizam. Diz-se que ele se comovia tanto com a pobreza que, certa vez, distribuiu aos pobres todo o pão do Convento em que vivia.

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