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Vida e Espiritualidade

há 3 anos

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A Vida e Espiritualidade 2

 
 
Assim terminamos nossa coluna na semana passada: Viver a alegria da santidade pode ser um desejo de cada um. O simples fato de caminhar sob a proteção de Deus, tendo consciência disso, pode nos fazer felizes e assim comunicar alegria e felicidade aos outros. Isso é espiritualidade.
Hoje vamos refletir um pouco sobre o que é caminhar consciente da proteção de Deus. Isso tem a ver com a interação fé e vida.
Deus está sempre oferecendo sua proteção, apesar de muitas vezes nem nos darmos conta disso. Estar consciente é condição de um agir conforme o projeto de Deus. Nós somos coerentes quando agimos conforme a nossa fé. Isso é muito mais do que simplesmente ter um sentimento devocional. Gandhi escreveu um poema que nos chama a atenção sobre isso:
Gandhi foi assassinado em 1948, mas o que ele diz é muito semelhante ao que os ensina hoje Papa Francisco: Deus é amor, mas se não testemunhamos esse amor na vida, nos nossos relacionamentos, o amor de Deus permanece apenas um conceito abstrato. 
A nossa maturidade espiritual se revela no comportamento que temos em casa, no trabalho, na escola, nas compras, no clube... O jeito como olhamos ou cumprimentamos as pessoas que cruzam conosco ocasionalmente, numa escada, no elevador, no trânsito...
Nosso rosto, os olhos, o sorriso são a imagem do que nos vai no coração, por isso um semblante sereno é o nosso cartão de visita para todos, aqueles que amamos e também aqueles que não amamos o suficiente. 
 O evangelista Mateus diz que “a boca fala daquilo de que o coração está cheio”(Mt,12,34). Se o nosso coração está cheio de bons pensamentos, bons sentimentos, boas memórias, as pessoas que nos ouvem percebem. Quem está alegre transborda alegria e bondade. A nossa gratidão a Deus pelas coisas boas que nos acontecem se expressa em pequenos gestos com pessoas que nem sequer sabemos o nome; um bom dia ao carteiro, um agradecimento ao entregador de encomendas, ao faxineiro de um prédio público podem comunicar o que somos interiormente.
O modo como tratamos a natureza também revela muito da nossa espiritualidade. As maravilhas da natureza que nos encantam são sinais do amor infinito de Deus. Poder contemplar um céu azul ao amanhecer ou uma noite estrelada, as ondas do mar que bate no rochedo ou que se desmancha na beira da praia, a florada dos ipês, uma extensa plantação de trigo ou de girassol, formando um tapete vivo, todas essas belezas são prazeres que nos provocam a louvar a Deus que as criou. Esse jeito de ser e agir com o pensamento no Altíssimo nos aproxima cada vez mais dele e nos faz feliz.   
 
 

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