A proposta de Parceria Público-Privada (PPP) que visa transformar o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS) deu mais um passo importante. O Conselho Gestor de Parcerias aprovou o projeto, que agora segue para avaliação final do governador Eduardo Riedel (PSDB). A deliberação foi registrada na ata da 40ª reunião do conselho, publicada nesta terça-feira (2) no Diário Oficial do Estado.
Leilão deve ocorrer em dezembro de 2025
Com a aprovação, o próximo passo será o lançamento do edital de licitação, previsto para ser divulgado nos próximos meses. A expectativa é de que o leilão aconteça em dezembro de 2025.
O investimento total está estimado em R$ 5,6 bilhões ao longo de 30 anos. A proposta prevê uma contraprestação mensal máxima de R$ 20 milhões — valor que ainda poderá ser reduzido no momento da disputa pública, conforme os descontos ofertados pelos participantes.
Mais leitos e infraestrutura modernizada
A PPP inclui a modernização completa da estrutura hospitalar, com reformas no prédio atual, construção de novos blocos e ampliação da capacidade de atendimento. O número de leitos deverá subir de 354 para 577.
Além disso, o contrato engloba a administração de serviços não assistenciais, como manutenção predial, limpeza, vigilância, lavanderia, portaria, tecnologia da informação, gestão de insumos, entre outros.
Inovação e sustentabilidade no centro do projeto
O projeto traz ainda soluções sustentáveis e tecnológicas. Estão previstas a instalação de painéis solares, sistema de reaproveitamento de água, automação, transporte pneumático e a robotização da farmácia hospitalar — medidas que buscam eficiência e economia a longo prazo.
Sociedade participou com mais de 400 sugestões
Durante a fase de consulta pública, a proposta recebeu 408 contribuições da sociedade civil, com sugestões, críticas e propostas de melhoria. Segundo a Secretaria de Parcerias Estratégicas, os apontamentos foram analisados e incorporados à versão final do projeto.
“A consolidação da proposta levou em conta aspectos técnicos, sociais e econômicos. O projeto amadureceu significativamente após as audiências públicas e hoje representa uma solução estruturada para os desafios da saúde pública no Estado”, afirmou a secretária Eliane Detoni.
Prazo de execução será de 56 meses, sem parar os atendimentos
O prazo total para a execução das obras será de 56 meses, com garantia de continuidade dos atendimentos durante todo o período de intervenções. A previsão é que os serviços hospitalares não sejam interrompidos em nenhum momento.









