terça, 14 abril 2026

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01/08/2025 13:30

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Maternidade de Campo Grande recebe R$ 2,7 milhões para reforçar estrutura e atendimento

Verba oriunda de emendas parlamentares será usada para custear despesas operacionais da Maternidade Cândido Mariano, que há anos enfrenta dificuldades financeiras e estruturais

Atualizado: 01/08/2025 12:29

Da redação

A Maternidade Cândido Mariano, em Campo Grande (MS), receberá um importante reforço financeiro de R$ 2,7 milhões, destinados a ajudar na manutenção dos serviços e na superação de problemas estruturais. O recurso, proveniente de emendas parlamentares, foi oficializado por meio de dois convênios publicados no Diário Oficial de Mato Grosso do Sul desta quinta-feira (1º).

Os repasses, que serão feitos em parcela única via Secretaria Estadual de Saúde (SES), estão divididos em dois contratos: um no valor de R$ 1,3 milhão e outro de R$ 1,4 milhão. O montante será aplicado exclusivamente no custeio das atividades, incluindo pagamento de salários, compra de insumos médicos, contratação de serviços e demais despesas operacionais.

Instituições filantrópicas como a Cândido Mariano, que prestam serviços pelo SUS (Sistema Único de Saúde), dependem dessas emendas para complementar o financiamento, já que os valores repassados regularmente pelo sistema público muitas vezes não cobrem os custos reais.

De acordo com o diretor da maternidade, Daniel Gonçalves de Miranda, o recurso chega em momento oportuno. “Hospitais filantrópicos enfrentam dificuldades financeiras constantes, especialmente devido à defasagem da tabela do SUS. As emendas parlamentares têm sido essenciais para manter o funcionamento das unidades”, declarou em nota.

A maternidade, uma das principais referências em obstetrícia no estado, é alvo de uma ação civil pública desde 2023, movida pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), devido a problemas sanitários e estruturais. Um levantamento da Vigilância Sanitária apontou 265 irregularidades no hospital, sendo 118 consideradas críticas — como infiltrações, instalações elétricas expostas, falta de alvarás e deficiências em áreas como UTI Neonatal, centros cirúrgico e obstétrico.

Em junho deste ano, a Justiça suspendeu temporariamente o andamento do processo até o fim de outubro, concedendo prazo para que a instituição cumpra as exigências determinadas.

O novo aporte financeiro representa um passo importante na tentativa de reverter esse cenário e garantir melhores condições de atendimento à população atendida pela maternidade.

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