quarta, 15 abril 2026

SAÚDE

06/03/2026 13:00

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Baixo Pantanal de MS zera mortes maternas e reduz mortalidade infantil após reforço na rede de saúde

Avanço foi registrado em 12 municípios da região e é atribuído ao fortalecimento do pré-natal, da atenção primária e da organização da rede de

Atualizado: há 1 mês

Suelen Morales

A Região do Baixo Pantanal, em Mato Grosso do Sul, registrou um resultado histórico ao zerar os óbitos maternos no período analisado pelo 3º Relatório Detalhado do Quadrimestre Anterior (RDQA) de 2025. O avanço é atribuído ao fortalecimento da assistência pré-natal, à ampliação da Atenção Primária à Saúde (APS) e à melhor organização da rede regional de atendimento.

A região faz parte da Macrorregião Centro e reúne 12 municípios: Anastácio, Aquidauana, Bela Vista, Bodoquena, Bonito, Caracol, Dois Irmãos do Buriti, Guia Lopes da Laguna, Jardim, Maracaju, Nioaque e Porto Murtinho. Juntas, essas cidades somam mais de 245 mil habitantes, segundo o Plano Diretor de Regionalização do Estado.

De acordo com a secretária-adjunta de Saúde, Crhistinne Maymone, o resultado é fruto do trabalho integrado entre o Governo do Estado e as gestões municipais.

“Zerar o óbito materno em uma região demonstra que a rede está funcionando, com pré-natal qualificado, identificação de risco em tempo oportuno e fluxo assistencial organizado. É um resultado que reforça a importância de uma Atenção Primária estruturada e articulada com os demais níveis de atendimento”, destacou.

Além do avanço na saúde materna, a região também registrou redução na taxa de mortalidade infantil, indicando melhora no acompanhamento de gestantes e recém-nascidos.

Monitoramento e diagnóstico precoce

A queda da mortalidade infantil está relacionada ao reforço no acompanhamento pré-natal, à capacitação das equipes de saúde e à ampliação do acesso aos serviços especializados. O monitoramento contínuo dos indicadores tem permitido respostas mais rápidas, principalmente nos casos considerados de maior risco.

Dentro da linha de cuidado materno e infantil, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) também tem ampliado ações voltadas ao diagnóstico e atendimento de crianças com anomalias congênitas nos primeiros dias de vida.

Dados da pasta apontam que 44% dos óbitos infantis ocorrem entre o nascimento e o sexto dia de vida, período considerado decisivo para intervenções médicas.

Para a coordenadora de Saúde da Mulher, Criança e Maternidade da SES, Renata Meireles, o desafio agora é ampliar o diagnóstico precoce e garantir tratamento rápido para os casos identificados.

“Os avanços mostram que estamos no caminho certo, mas os óbitos por anomalias congênitas exigem atenção permanente. Precisamos ampliar o diagnóstico precoce, especialmente das cardiopatias congênitas, e fortalecer a triagem neonatal para garantir encaminhamento rápido e tratamento oportuno”, afirmou.

Prioridade para cardiopatias congênitas

Entre as estratégias adotadas pela SES está o reforço no diagnóstico e tratamento precoce das cardiopatias congênitas, uma das principais causas de morte neonatal.

A ampliação da triagem neonatal e a qualificação da assistência especializada nos primeiros dias de vida são consideradas medidas fundamentais para reduzir mortes evitáveis e consolidar os avanços registrados na região do Baixo Pantanal.

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